Diplomacia e um café, por favor!

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Michelle Fernandes (*)

Para entender o embate entre a França, Brasil e Mercosul, é necessário antes entender o conceito de diplomacia. Pesquisando exatamente sobre este conceito, encontramos a definição que diz  que diplomacia é a arte de manter o direito e de promover os interesses de um Estado ou governo perante os Estados e governos estrangeiros.

Sempre aprendi no meio acadêmico que a diplomacia é a síntese da pacificação para se chegar a um acordo, seja no âmbito político, econômico ou social. É isso que norteia as relações entre as nações. Do contrário, o mundo viveria uma guerra global constante.

O Brasil vem fazendo justamente o caminho inverso, com intransigência e autoritarismo estamos continuamente nos excluindo do mundo global. Estamos fechando as portas para alguns países, o que não é bom e historicamente nunca existiu. O Brasil sempre foi considerado uma nação amiga de todos.

Em meio à crise das queimadas na Amazônia, o mundo inteiro acompanhou as declarações do governo francês acusando o presidente do Brasil de desrespeitar acordos firmados por ele durante o encontro do  G20. Além deste tipo de situação prejudicar ainda mais a nossa imagem junto aos demais países, não conseguimos vislumbrar para a nossa pátria nenhuma solução prática para os principais problemas.

Sempre fomos vistos como um país acolhedor e receptível. Sinto saudades do país dos BRICS, indicado por Jim O’Neil.

Estamos em um momento sensível da economia, onde precisamos de investimentos estrangeiros para todos os setores. Inclusive, infraestrutura para o comércio exterior.

Segundo relatos da segunda edição do Boletim de Investimentos Estrangeiros – Países Selecionados, uma publicação da Secretaria Executiva da Câmara de Comércio Exterior, referente ao período de abril a junho deste ano, o Ministério da Economia identificou neste segundo trimestre 36 projetos de investimento estrangeiro direto no Brasil, oriundos de 22 empresas de cinco países –  Estados Unidos, Japão, China, França e Itália.

Porém, será que a falta de postura e diplomacia permitirá que estas iniciativas sigam adiante?

Usar ferramentas retrógradas e autoritárias não irá nos levar muito longe. Nos resta, por hora, torcer para que uma nova postura seja adotada por nosso representante maior, visando dias melhores, ordem e progresso para nós.

(*)  Michelle Fernandes é especialista em Comércio Exterior e CEO da M2Trade

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