Diretor do MDIC defende a ampliação das exportações brasileiras de serviços em seminário na Fiesp

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Diretor do MDIC defende a ampliação das exportações brasileiras de serviços em seminário na FiespSão Paulo – O déficit da balança comercial de serviços do país, que ultrapassa os US$ 45 bilhões, não poderia ser reduzido por uma eventual diminuição das importações, haja vista o arrendamento de maquinários do exterior para exploração e produção de petróleo, o crescente volume de viagens internacionais por brasileiros, fruto de uma forte inclusão social, e a dependência por parte de exportadores do agronegócio de frete contratado no exterior, avaliou o diretor de Políticas de Comércio e Serviços do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Maurício do Val.

“Não temos como reduzir essas despesas com serviços de transporte internacional de carga a curto e médio prazo. Tampouco é possível abrir mão do arrendamento desses equipamentos para grandes obras de infraestrutura. Vamos ter obras pelos próximos 10 a 15 anos para nos situarmos no nível de qualidade de infraestrutura dos países mais desenvolvidos”, disse do Val. “Também desejamos ter uma condição de poder aquisitivo crescente que vai fazer com que nós viajemos mais”, acrescentou.

Ele participou do Seminário sobre o Sistema Integrado de Comércio Exterior de Serviços, Intangíveis e Outras Operações que Produzam Variações do Patrimônio (Siscoserv), realizado pela Federação e pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp).

 Exportações de serviços

Como alternativa para amenizar o impacto do déficit na balança de serviços, o diretor do MDIC defendeu a ampliação das exportações de serviços de comércio exterior por parte do Brasil. Segundo do Val, o MDIC tem as ferramentas capazes para auxiliar na elaboração de uma estratégia junto as empresas para exportar os serviços. “Nós temos os meios próprios para selecionar empresas em condições de participar de missões comerciais, temos meios efetivos de identificar os serviços em que nós temos potencial elevado de competitividade”, garantiu.

Sobre o Siscoserv, do Val afirmou que o sistema, que começou a ser desenvolvido entre 2006 e 2007, está consolidado e exige transparência não só do setor privado mas, sobretudo, da gestão pública. Para o diretor da Fiesp e do Ciesp, Guilhamat, o seminário desta manhã ajudou a esclarecer dúvidas frequentes sobre o sistema.

Fonte: MDIC

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