Diversidade de gerações pode aumentar a produtividade empresarial

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Marco Oliveira (*)

Para promover um ambiente de trabalho que possibilite a troca de experiências e a pluralidade em perspectivas e visões, existe algo que é essencial: a diversidade nas equipes. Apesar deste ser um tema bastante discutido, precisamos ir além de questões como raça, gênero e crença. Quando falamos da valorização de diferenças, também devemos incluir a questão da faixa etária desses colaboradores. E, aqui, falo sobre dar um cargo para aquele profissional que possui mais de 50 anos e, ao mesmo tempo, confiar na expertise do mais jovem, com menos de 30.

Trago este assunto para o debate porque tenho visto que, além de existir um tabu sobre essa questão de “idade certa para tal cargo”, há um preconceito sobre ambos os perfis, principalmente quando falamos de posições de lideranças. Como exemplo, o executivo mais velho, aquele que está há anos na presidência da empresa, em muitos casos, acaba sendo “taxado” de antiquado, desatualizado diante das mudanças tecnológicas. Já o mais jovem, que pode ser visto como o CEO da startup, é chamado de inexperiente, irresponsável por se arriscar demais e sem conhecimento dos negócios.

Acredito que é importante refletirmos sobre a necessidade de pararmos de rotular profissionais, independentemente da idade. Não importa quantos anos tenha, o que interessa é o que ele pode entregar, se é bom naquilo que faz.

A importância da diversidade no ambiente corporativo é comprovada em estudos. Segundo dados publicados na Harvard Business Review, aproximadamente, 76% dos colaboradores de empresas que se preocupam com a diversidade reconhecem que têm espaço para expor ideias e inovar. A mesma pesquisa revela que o engajamento nesses ambientes é 17% mais alto. No Brasil, somente 5% das companhias incluem esse tema em suas estratégias de gestão — o que comprova a urgência em acabar com os rótulos.

Se você, que é empresário, tem alguém na liderança da sua companhia cheio de preconceitos e que estrutura uma equipe com a “mesma cara”, está deixando de aproveitar o potencial de muita gente, não valorizando a diversidade para potencializar resultados. É necessário ser um profissional que, em qualquer posição, tenha maturidade e responsabilidade para liderar pessoas.

Diversidade é produtividade. Afirmo isso porque acredito que todas as pessoas, em qualquer nível, devem e conseguem desenvolver novas habilidades. É preciso mesclar perfis, dos mais velhos ao mais jovens, para construir times multifuncionais. O mundo corporativo não tem limite de idade.

(*) Marco Oliveira é especialista em gestão estratégica de negócio com foco em Go-To-Market e sócio-fundador da O4B, empresa especializada em consultoria e soluções corporativas.

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