Economia: como anda o quadro econômico do setor tecnológico em escala global?

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É indiscutível que, anualmente, o setor tecnológico cada vez mais se torna o motor do mundo, em termos financeiros e econômicos. Isso ocorre, principalmente, pelo fato de que a sociedade moderna está vivendo em um momento de extremo avanço tecnológico.

Isso se manifesta de uma forma muito mais veloz do que apenas anualmente, de modo que vemos novas tecnologias basicamente todos os dias, em formatos de novos modelos de celulares e computadores, na chegada do 5G ao Brasil e em diversos outros fatos.

Se pararmos para observar os avanços tecnológicos que foram desenvolvidos nos últimos 10 anos, por exemplo, é de ficarmos estarrecidos com o quanto a sociedade mudou. Há 10 anos atrás a moda era ter um Home Theater e assinar televisão à cabo.

Em apenas 10 anos, basicamente tudo que era usufruído naquele período como o pináculo da tecnologia, se tornou obsoleto.

Hoje em dia é possível ver já nas escolas cursos de Javascript online e outras matérias que valorizam o domínio da tecnologia, visando preparar os alunos para o futuro. Isso representa a chegada de um momento onde a tecnologia será indissociável da civilização.

Muitos já argumentam, inclusive, que nos dias de hoje a tecnologia já é indissociável da sociedade em seus níveis mais básicos, o que pode ser comprovado através de bancos digitais, ferramentas como o Pix e várias outras. 

Levando em consideração a importância do setor tecnológico para a sociedade atual, é de se esperar que, economicamente, este setor também seja um dos mais influentes no mundo. Partindo deste pressuposto, tentaremos entender um pouco mais sobre o panorama econômico atual em relação ao setor da tecnologia em escala global.

A crise que levou a Meta a enfrentar a maior recessão de sua história

Foto: Divulgação

Devido ao fato de a tecnologia ser um setor promissor para o futuro e, consequentemente, atrair fundos de diversos investidores e vários outros benefícios, surgem novas empresas no setor em um ritmo praticamente diário.

Novos grupos e equipes que oferecem pequenos serviços como a venda de cursos de Javascrpit completo, prestação de consultoria para grandes empresas e o desenvolvimento de ferramentas são idealizados e concebidos dia após dia.

No entanto, assim como qualquer outro grande setor econômico, o setor tecnológico é dominado por poucas empresas gigantescas, como a Apple, a Meta, a Samsung, a Huawei e outros gigantes do setor tecnológico.

Nas últimas semanas, a Meta, que agora é a nova identidade de Mark Zuckerberg e do Facebook, sofreu um baque absurdo que resultou na perda de cerca de 200 bilhões de dólares para a empresa.

Para se ter uma ideia da dimensão deste rombo, este prejuízo equivale a praticamente todo o valor de mercado da Disney. Estarrecedor, não? Este prejuízo veio um dia depois de Zuckerberg declarar uma queda no número de usuários da rede social.

De acordo com reportagem sobre o assunto publicada no portal G1, esta é a maior perda de uma empresa na bolsa estadunidense.

Um dos grandes argumentos de Mark para este fenômeno é o surgimento de outras redes sociais extremamente competitivas, como por exemplo o Tik Tok. Ainda, obviamente este impacto na economia em escala mundial.

O brasileiro cofundador do Facebook, Eduardo Saverin, por exemplo, perdeu cerca de 20 bilhões de dólares devido a esta queda do Meta na bolsa de valores.

O setor tecnológico como opção para oportunidades no mercado de trabalho

Foto: Divulgação

Saindo um pouco da maior notícia tecnológica do ano, até agora, é importante ressaltar que o setor tecnológico tem sido essencial na vida de muitos profissionais de todo o país.

Este prognóstico é traçado de acordo com dados divulgados pela Brasscom, a Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia e Comunicação, que mostram que o Brasil precisará contar com cerca de 150 mil profissionais da área anualmente, até 2025.

Isso mostra que, apesar da crise mundial no setor representada pela queda enfrentada pelo Meta, recentemente, o setor continua com um prognóstico positivo para seu reaquecimento econômico.

Além disso, em escala nacional, os salários médios no setor de tecnologia são superiores à média nacional de salários em até 25%, o que atrai cada vez mais profissionais e investimentos na área.

Sanções financeiras e monetárias para o setor a partir de 2022

Por fim, uma notícia que também agitou o setor tecnológico em escala mundial foi o anúncio de novos impostos e o aumento de taxas para empresas deste setor.

O Sistema de Reserva Federal dos Estados Unidos, o Fed, sinalizou no dia 26 de janeiro um provável aumento nas taxas monetárias para empresas e startups do segmento tecnológico que realizaram o conhecido IPO no mercado de ações.

Esta sinalização de reajuste de taxas para o setor tende a comprometer a capacidade destas empresas captarem crédito de maneira gratuita. Com o custo atrelado a este crédito, toda a operação da empresa tende a ficar mais cara, conforme explicado em reportagem da revista Época Negócios.

Contudo, apesar de tal sinalização ter sido realizada nos Estados Unidos, os efeitos poderão ser sentidos em escala global a partir de Março deste ano, onde as novas taxas passarão a valer para empresas do setor tecnológico.

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