Em 40 anos (de 1976 a 2016), a China passa de país periférico à maior potência do comércio mundial

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Da Redação

Brasília –  Em 1976, a China ocupava uma modesta posição nos rankings do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio (GATT na sigla em inglês), substituído posteriormente pela Organização Mundial de Comércio (OMC) e do Banco Mundial, organismos que contabilizavam os dados do comércio internacional, com uma corrente de comércio exterior (exportação+importação) no total de pouco mais de US$ 13,4 bilhões, correspondentes a apenas 5%  do fluxo comercial dos Estados Unidos, à época a maior potência do comércio mundial.

Em  2016, a China exportou e importou mercadorias no total de US$ 3,66 trilhões e pela primeira vez na história desbancou os americanos na liderança do comércio internacional.

Nos últimos três anos, a China consolidou ainda mais essa liderança, aumentando suas exportações e importações e gerando sucessivos e expressivos saldos nas trocas comerciais com os demais países e os Estados Unidos em especial.

Dados da Organização Mundial do Comércio (OMC) indicam que em 2019 a China exportou bens no valor de US$ 2,499 trilhões (correspondentes a 13,2% das exportações mundiais) e importou US$ 2,077 trilhões (equivalentes a uma fatia de 10,8% de todo o comércio mundial), perfazendo uma corrente de comércio no montante de US$ 4,76 trilhões. Com esses números, a balança comercial chinesa registrou um superávit de US$ 472 bilhões, o maior saldo apurado por um dos maiores players do comércio mundial.

Nesse mesmo ano, a outrora maior potência do comércio mundial, os Estados Unidos, exportou um total de US$ 1,646 trilhão (8,7% das exportações mundiais)  e adquiriu no exterior produtos no montante de US$ 2,568 trilhões (13,4% das importações mundiais), fluxo que gerou um deficit para os americanos da ordem de US$ 922 bilhões.

Os números do comércio exterior chinês são ainda mais impressionantes quando comparados com outros países que integram a relação dos maiores exportadores e importadores divulgada pela OMC. A saber:

Alemanha: exportações de US$ 1,489 trilhão e importações de US$ 1,234 trilhão;

Japão: exportações: US$ 706 bilhões e importações 728 bilhões

Países Baixos: exportações: US$ 709 bilhões e importações US$ 636 bilhões

França: exportações US$ 570 bilhões e importações US$ 651 bilhões

Reino Unido: exportações US$ 469 bilhões e importações US$692 bilhões

Hong Kong:  exportações: US$ 535 bilhões e importações US$ 578 bilhões

Coreia do Sul: exportações: US$ 542 bilhões e importações US$ 503 bilhões

Itália: exportações US$ 533 bilhões e importações US$ 474 bilhões.

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