Embaixada da China rebate críticas dos EUA à participação da Huawei na implantação da 5G no Brasil

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Da Redação

Brasília – A Embaixada da China divulgou hoje (7) nota oficial com duras críticas aos Estados Unidos, em resposta a uma declaração do porta-voz da Embaixada americana em Brasília, nesta sexta-feira (6), expressando “fortes preocupações sobre o papel potencial da Huawei na infraestrutura de telecomunicações no Brasil”. 

Na resposta, além de criticar os Estados Unidos, a Embaixada chinesa revelou acreditar que “o Brasil vai fornecer regras de mercado em sintonia com os parâmetros de transparência, imparcialidade e não discriminação para empresas chinesas e de qualquer outra nacionalidade, bem como continuar a manter um bom ambiente de negócios para a cooperação econômico-comercial sino-brasileira”.

Embaixada chinesa afirma que “os ataques dos EUA à segurança da tecnologia 5G e às empresas chinesas são mal-intencionados e infundados. Seu verdadeiro objetivo é difamar a China e cercear as empresas chinesas de alta tecnologia com a finalidade de preservar seus interesses egoístas da supremacia americana e o monopólio na ciência e tecnologia. A esse tipo de comportamento que busca publicamente coagir os outros países na construção do 5G e sabotar a parceria sino-brasileira, manifestamos forte insatisfação e veemente objeção.

A missão diplomática chinesa destaca ainda que “os EUA são reconhecidamente o maior “império de hackers” do mundo e constituem uma verdadeira ameaça à segurança cibernética global. Durante muito tempo, agências de inteligência dos Estados Unidos conduziram, em grande escala e de forma organizada e indiscriminada, atividades de vigilância e espionagem cibernéticas contra governos, até mesmo dos seus aliados, empresas e indivíduos estrangeiros, com graves violações da privacidade e da segurança de terceiros”. 

Nas duras críticas aos americanos, a nota chinesa sublinha que “sem nenhuma base factual, os EUA abusam do seu poder de Estado para difamar, por qualquer meio, as empresas chinesas de alta tecnologia. Este grosseiro ato hegemônico já foi e continua sendo criticado amplamente pela comunidade internacional”. 

Além de rebater a declaração da diplomacia americana, a Embaixada chinesa defendeu a Huawei, que os americanos trabalham pelo seu banimento na implantação da tecnologia 5G no Brasil, afirmando que “Nos últimos trinta anos, a Huawei construiu mais de 1.500 redes de telecomunicação em mais de 170 países e territórios, atendendo a mais de um terço da população global, e não teve, sequer, um único incidente de segurança. Aliás, nenhuma prova foi apresentada que aponta a existência de um suposto “backdoor” em produtos da empresa. As soluções 5G da Huawei são avançadas e seguras, fato reconhecido pela maioria das operadoras do mundo”. 

A nota ressaltou ainda a importância da participação da Huawei no desenvolvimento das telecomunicações brasileiras, lembrando que “com 22 anos de atuação no Brasil, a Huawei criou mais de 16 mil postos de trabalho, mantém boa cooperação com mais de 500 empresas brasileiras e fornece equipamentos a quase metade das redes de telecomunicação e 40% da rede núcleo do país, atendendo a 95% da população brasileira. Seus produtos e serviços são altamente reconhecidos pelo mercado”. 

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