Empresários do Brics apresentam 23 propostas para ampliar o comércio e facilitar investimentos



Última atualização: 14 de Novembro de 2019 - 15:02
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Líderes empresariais de China, Brasil, Rússia, Índia e África do Sul

Brasília – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul devem fortalecer a cooperação para promover a integração comercial e o desenvolvimento econômico e social.  Esse foi o consenso da reunião do Conselho Empresarial do Brics (Cebrics), realizada nesta quarta-feira (13), em Brasília. No encontro, os líderes empresariais dos cinco países definiram as 23 propostas do setor privado que foram apresentadas aos chefes de Estado na Cúpula do Brics,nesta quinta-feira (14), no Palácio do Itamaraty.

“As propostas serão bem recebidas pelos chefes de Estado, pois facilitarão a integração econômica entre os países do BRICS”, afirmou o  presidente da seção brasileira do Cebrics, Jackson Schneider, que também preside a Embraer Defesa & Segurança.

Entre as ações sugeridas pelos empresários, ele destacou o reconhecimento mútuo de operadores econômicos autorizados e a implementação do certificado fitossanitário digital. Com o reconhecimento de operadores entre os países, o processo de exportação pode ser reduzido de quatro horas para menos de uma hora e o de importação de 36 horas para menos de quatro horas.

As propostas do setor privado que serão apresentadas aos chefes de Estado, foram definidas nesta quarta-feira (13), em Brasília

“As propostas representam um avanço para a integração econômica e fortalecem a parceria na nova revolução industrial”, afirmou o presidente da seção chinesa do Cebrics, Xu Lirong. “A facilitação do comércio entre os nossos países ajudará a África a tirar milhões de pessoas da pobreza”, disse a presidente da seção sul-africana do CEBRICS, Busi Mazuba.

Na avaliação do diretor de Desenvolvimento Industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Carlos Abijaodi, o Conselho Empresarial avançou em propostas concretas e transversais que são de interesse de todos os países. “O Brics representa quase um quarto da economia mundial, concentra quase 42% da população do mundo e representou, no ano passado, cerca de 30% das exportações brasileiras. O grupo é importante para a indústria, sobretudo do ponto de vista comercial”, avaliou Abijaodi. A CNI é responsável pela secretaria-executiva da seção brasileira do Cebrics.

(*) Com informações da CNI

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