Empresas brasileiras faturam US$ 1,4 bilhão na Gulfood 2018; alta de 25% em relação a 2017

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Dubai – Encerrada nesta quinta-feira (22), a Gulfood, maior feira do setor de alimentos e bebidas do Oriente Médio, deverá gerar US$ 1,44 bilhão para as empresas brasileiras nos próximos 12 meses, segundo levantamento da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). O resultado supera em cerca de 25% o valor de 2017, que foi de US$ 1,1 bilhão.

Empresas brasileiras faturam US$ 1,4 bilhão na Gulfood 2018; alta de 25% em relação a 2017
Ostinato vai mandar um contêiner para os Emirados

Enquanto boa parte dos expositores contabilizava os resultados no último dia de feira, algumas empresas aproveitaram as últimas horas para engrossar a lista de contatos e até acertar novos contratos. Dentro do estande da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, a Ostinato passou o dia recebendo interessados e acabou retornando para o Brasil com um contêiner encomendado.

 

“Negociamos com essa empresa, que é aqui dos Emirados, desde o ano passado. Pegamos o contato na Gulfood 2017, encontramos com um comprador deles em uma rodada de negócios organizada pela Apex e mandamos uma amostra. Agora, fechamos o envio de um contêiner, que abre as portas para novos contratos”, disse Lúcio Lima Neto, da área de exportações da Ostinato, que preferiu não citar o nome do cliente. “É uma empresa grande”, revelou.

O produto encomendado é o amendoim alto oleico. Segundo Lima Neto, a Brumau, empresa produtora que a Ostinato representa, não produzia o grão, mas agora tem disponível em quantidade suficiente para exportar.

Além da encomenda, a empresa contabilizava pelo menos 110 contatos com possibilidade de avançar negociação, sem contar os do último dia – e o movimento foi intenso. “Isso após fazermos uma triagem, porque recebemos aqui muito mais gente. Temos boas conversas com gente da Arábia Saudita e Emirados”, disse Lima Neto.

A Ostinato participa da Gulfood desde 2015 com representantes circulando pela feira e este ano resolveu ter seu espaço próprio. Elaine Guerra, gerente de vendas e marketing da empresa, disse que pretende retornar à feira na próxima edição. Para eles, o contato cara a cara com o comprador árabe e o suporte da Câmara Árabe foram destaques.

O diretor da Câmara Árabe, Mohamad Abdouni Neto, ressaltou que o empresário brasileiro precisa ser persistente na negociação com os árabes. “O e-mail não é tão eficaz. O árabe gosta de ligação, receber visita, prefere um contato mais direto. E é importante persistir na negociação, ficar cutucando o empresário árabe. É uma minoria que vem à Gulfood e tem sucesso logo de cara”, explicou.

Satisfeito com os resultados do estande da Câmara Árabe, pelo qual passaram diversos clientes, jornalistas e pessoas prospectando negócios, Abdouni Neto acredita ser a hora de começar a planejar a próxima edição. Para o diretor, o estande da entidade precisa ficar ainda maior.

Abdouni Neto destacou também uma conversa que teve com um representante da Epic Credit Recoveries, do Bahrein. A empresa oferece seguro para exportações. Segundo o diretor, o assunto avançará nos próximos meses, quando representantes da Epic devem visitar a Câmara Árabe em busca de uma parceria. Para ele, é um serviço importante que a entidade pode ajudar a oferecer.

Balanço de carnes

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Santin, da ABPA: quase 4 mil shawarmas servidos

Durante os cinco dias de feira, os estandes da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e Associação Brasileira das Indústrias Exportadora de Carnes (Abiec) serviram quase 4 mil shawarmas de carne de frango, 1,5 mil omeletes e 1 tonelada de carne bovina nas degustações oferecidas pelas entidades.

“Como todas as edições, essa Gulfood foi muito positiva, pois possibilitou novos negócios e consolidou parcerias”, disse Ricardo Santin, vice-presidente e diretor de mercados da ABPA. “Esse é o nosso maior mercado e a feira tem uma importância absoluta para nós”, afirmou.

Para Günther Thofehrn, analista técnico da Abiec, a presença da entidade na feira de Dubai é fundamental do ponto de vista comercial. “É um mercado que vai em sintonia com 90% do rebanho brasileiro, pelo perfil consumidor de carne magra”, disse. “Firmamos base no mercado árabe e não temos como ficar de fora da Gulfood”, explicou, acrescentando também que a feira acaba atraindo clientes de outros mercados, como o indiano.

(*) Com informações da ANBA

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