Empresas do mundo lusófono se destacam na Exposição Internacional de Importação em Shanghai



Última atualização: 7 de Novembro de 2019 - 09:04
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Shanghai – Empresas provenientes do mundo lusófono voltaram a se apresentar na Exposição Internacional de Importação da China (CIIE, em inglês), cuja segunda edição começou nesta terça-feira em Shanghai, no leste do país.

Após a estreia na primeira edição do evento, o Brasil e Portugal voltaram a montar pavilhões institucionais este ano, apresentando seus produtos, serviços e culturas.

O Brasil, que foi homenageado na edição de 2018, preparou o que tem de melhor e mais abundante em sua indústria de alimentos e bebidas para conquistar o paladar do público chinês. Além de produtos para degustação, como pão de queijo, mel, espumantes e açaí, o estande nacional no evento mostra o potencial do setor agrícola para a atração de investimentos estrangeiros.

Sob responsabilidade da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), o estande brasileiro exibe produtos de empresas como Goola Açaí, Ningbo Kasy e Minasul, os quais têm mais aderência e abertura no mercado chinês e que o Brasil tem condição de oferecer em grande escala, dado o imenso público consumidor do país asiático.

O Brasil participa da CIIE neste ano para fortalecer sua imagem como parceiro comercial. O país aposta na articulação institucional para obter sucesso nesta edição do evento, notadamente nos produtos oriundos do agronegócio. Neste ano, a atenção especial vai para o alimento pronto para consumo, tirando um pouco o foco da produção agrícola e priorizando a imagem dos produtos que têm um lugar à mesa. Por isso, o estande brasileiro vai sediar ações que possibilitem trabalhar com imagens os sentidos da visão e com degustações o paladar, além de oferecer palestras que ocorrerão durante todo o período da feira.

“Apostamos em conteúdo para que os chineses conheçam melhor o que o Brasil tem a oferecer e se aproximem dos nossos produtos. Já temos presença em diversos eventos no país, e estar na CIIE reafirma a importância do mercado chinês para o Brasil”, disse o gerente de Agronegócios da Apex-Brasil, Igor Brandão.

O pavilhão português, pavimentado com as típicas pedras portuguesas, apresenta os setores de automóveis, material de construção, vinho, alimentos, moda, joias e têxteis, além das indústrias culturais e criativas e estudos e pesquisa no país.

Exibindo toalhas e outros produtos, a empresa portuguesa Mundotêxtil participa pela primeira vez da exposição. Segundo James Zhu, gerente-geral da Shanghai Lan Yue Trading, a companhia portuguesa já começou a comercializar os produtos no mercado chinês em parceria com a sua empresa.

Quanto a Macau, uma delegação composta por mais de 100 empresários locais, organizada pelo Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM) marca presença na CIIE deste ano. Além da instalação de dois pavilhões, o IPIM vai também organizar um fórum para apresentar e promover as vantagens de Macau como plataforma de cooperação entre a China e os países de língua portuguesa através de formas interativas e diversificadas.

As empresas de Macau vêm dos setores como comércio, serviços financeiros, convenções e exposições, comércio eletrônico, ciência e tecnologia, alimentação, hotelaria, turismo, restaurantes, manufatura e serviços profissionais, entre outros.

Um pavilhão de Macau fica na Zona de Exposição de Produtos Alimentares e Agrícolas, e o outro, na Zona de Exposição de Comércio de Serviços. O primeiro tem 600 metros quadrados, 200 a mais do que no ano passado, e o segundo manteve os 60 metros quadrados.

A fabricante angolana de bebidas Sodiba quer ampliar sua presença no mercado chinês por meio da exposição, segundo o diretor de mercados internacionais Farid Bouhamara.

Durante o evento, será realizado também um fórum de investimento em diversos países africanos, incluindo Moçambique.

A CIIE, realizada pela primeira vez no ano passado, é a primeira exposição de nível nacional no mundo sobre importação. A edição deste ano vai até 10 de novembro e abrange uma área de 360 mil metros quadrados, com a participação de 3.893 empresas provenientes de 155 países e regiões, além de 26 organizações internacionais. Até o momento, 650 mil visitantes chineses e estrangeiros já fizeram o pré-registro, segundo os dados oficiais.

(*) Com informações Xinhua

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