Empresas do setor lácteo discutem estratégias para promover exportações aos países árabes

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São Paulo – Sete empresas do ramo de lácteos integrantes do projeto setorial B Dairy se reuniram nesta quarta-feira (01), na sede da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, para planejar as próximas ações de promoção das exportações do setor. O B Dairy é desenvolvido em parceria entre a Organização das Cooperativas do Brasil (OCB) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) com o objetivo de internacionalizar o segmento.

Entre as ações que estão sendo avaliadas está a participação das empresas na feira Gulfood, que acontece de 08 a 12 de fevereiro, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, feira Prod Expo, na Rússia, e a realização de rodadas de negócios virtuais com importadores árabes.

A Gulfood, maior feira de alimentos do Oriente Médio, tem sido a principal vitrine dos produtos do setor na região, porém, o mercado árabe demanda ainda outras formas de promoção comercial, como explica Bernhard Smid, gerente de promoção e prospecção internacional do ramo na OCB.

“Nós compreendemos que o mercado árabe precisa ser trabalhado com cuidado. Existe a intenção de fazer outras visitas específicas aos países, como Arábia Saudita e Egito. Tudo isso precisa ser trabalhado sistematicamente. Nossa intenção é de fazer um trabalho contínuo na região”, afirma. Com o objetivo de reforçar as ações na região, a OCB também se associou à Câmara Árabe para a realização de um trabalho em conjunto em benefício das empresas do B Dairy.

O projeto B Dairy tem a participação de dez marcas brasileiras produtoras de lácteos. Atualmente, seis dessas empresas já embarcam seus produtos para o mercado externo. O principal comprador destas marcas é a Venezuela, que de janeiro a agosto deste ano importou o equivalente a US$ 8,84 milhões em produtos lácteos das companhias integrantes do projeto. Os países que dão sequência à lista de principais compradores das marcas do B Dairy são todos árabes.

De janeiro a agosto de 2014, as marcas que integram o B Dairy venderam o equivalente a US$ 6,39 milhões ao Egito, US$ 1,70 milhão para a Arábia Saudita, US$ 1,72 milhão para a Tunísia e US$ 1,15 milhão ao Bahrein.

Segundo Smid, as empresas que compõem o B Dairy já sabem como atuar nos países árabes e o projeto serve como apoio ao trabalho delas. “O projeto entra justamente onde as empresas não alcançam, ou seja, na divulgação de forma conjunta do mercado brasileiro como um todo, mostrando a força que o mercado brasileiro possui”, destaca. De acordo com o executivo, leite em pó e manteiga são os principais produtos vendidos pelas empresas do projeto aos árabes.

Até agosto deste ano, as indústrias do B Dairy já exportaram US$ 24,6 milhões em produtos lácteos. O valor já supera o exportado pelas empresas do projeto em todo o ano de 2013, que foi de US$ 17,9 milhões. O número de países compradores também cresceu de lá para cá. Ano passado, as marcas do projeto embarcaram seus produtos para 19 nações, este ano, já enviaram para 26 mercados diferentes.

Leite condensado

A Mococa, indústria paulista de laticínios, iniciou suas vendas aos árabes há cerca de quatro anos. Atualmente, a empresa exporta leite condensado diretamente para a Tunísia e para a Arábia Saudita.

 “Para a Tunísia, a gente fornece uma marca privada, uma marca muito popular lá que é a Vanoise. Temos também um distribuidor para a marca Mococa, que tem feito algumas ações de marketing em pontos de venda e estamos crescendo gradualmente. Na Arábia Saudita, nós fornecemos a marca Velor Goody e esse importador também atende a Jordânia”, conta Fernanda Castro, executiva de Vendas. A Vanoise é fornecida como private label: a Mococa produz a marca do comprador.

Segundo Castro, cerca de 10% da produção da Mococa é vendida ao mercado externo. Somente de leite condensado, a empresa produz 10 mil toneladas mensais. O creme de leite e a bebida láctea sabor chocolate também estão na pauta de exportações da Mococa. Os produtos são vendidos para mercados como Venezuela, Peru, Bolívia, Paraguai, Equador, Angola e Aruba, entre outros.

De acordo com a executiva, o leite condensado é bastante popular entre os árabes. “Há um consumo bastante forte porque eles têm o hábito de misturar o leite condensado com o café e com o chá”, revela. A lata de um quilo do produto, conta, é bastante vendida na Tunísia. Depois da Venezuela, as nações árabes são os principais mercados da indústria. A Mococa já está com sua participação confirmada na próxima edição da Gulfood.

Fonte: ANBA

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