Especialista alerta para potenciais problemas no comércio exterior com surgimento de variantes do coronavírus

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São Paulo – Com o avanço das variantes do coronavírus pelo mundo, a previsão de normalização do comércio exterior pode estar ainda mais distante, principalmente quando levamos em conta que cada país está em uma velocidade no combate à doença. Com isso, o impacto nas importações e exportações do Brasil pode ser significativo, considerando que os maiores portos do mundo estão em países que enfrentam as novas cepas da Covid-19.

Fabio Pizzamiglio, diretor da Efficienza / Divulgação

De acordo com Fábio Pizzamiglio, diretor da Efficienza, empresa de assessoria para comércio exterior, apesar de parecer um problema sanitário de responsabilidade de cada país, as variantes podem trazer grande impacto para a logística internacional. Como por exemplo o caso do porto de Ningbo-Zhoushan, que paralisou as suas atividades no mês de agosto e gerou engarrafamentos no tráfego de mercadorias marítimas.

“Devemos analisar com preocupação o avanço das novas variantes do coronavírus. A paralisação do terceiro maior porto do mundo, Ningbo, trouxe problemas econômicos sérios até para o Brasil. Com isso, o consumidor final acaba sendo o mais prejudicado nesta cadeia. Muitas mercadorias que poderiam chegar ao país para o período de final de ano, quando há tradicionalmente um aumento no consumo, estão atrasadas. Há um pensamento que o comércio exterior está distante do cotidiano, mas é importante ressaltar que dependemos da importação e exportação de produtos”, explica Pizzamiglio.

Após imaginar que tinham o controle da pandemia, a China e a Austrália viram o cenário mudar no último mês e precisaram impor restrições e lockdown. Com a nova cepa se espalhando pelo mundo, o impacto pode ser ainda maior, atingindo outros países estratégicos para o comércio exterior brasileiro.

“A nossa indústria depende da importação e exportação. Se no futuro próximo tivermos mais casos de fechamentos de portos, aeroportos, estradas e regiões que são estratégicas para os negócios internacionais, poderemos ver um aumento significativo do dólar e do valor dos produtos no mercado interno, além da escassez de insumos para a produção. Todo esse problema é somado à atual falta de contêineres”, esclarece o executivo.

O cenário de incertezas em relação ao futuro da pandemia ainda gera desconfiança do mercado e dos investidores. Porém, com o avanço da vacinação, a expectativa é positiva. “Neste exato momento, para a tranquilização da logística internacional, precisamos de ações certeiras dos governos de cada país. Com o controle da pandemia, podemos ter avanços significativos no comércio exterior e uma consequente normalização de preços”, completa Pizzamiglio.

(*)  Com informações da Efficienza

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