Especialistas projetam grandes desafios que o comércio exterior brasileiro terá em 2023

0

São Paulo – “Estamos vivendo um momento muito incerto no contexto internacional, com os efeitos da Covid-19 e da guerra na Ucrânia, com perspectivas ainda mais incertas, com rumos difíceis de avaliar e com impactos no comércio exterior. No caso do Brasil, nós temos muitos desafios internos e externos, apresentamos algumas vulnerabilidades e muitas oportunidades a partir do começo do ano que vem”, disse o diretor-presidente do Instituto de Relações Internacionais e Comércio Exterior (IRICE), o embaixador Rubens Barbosa, em encontro virtual na última sexta-feira (30).

O evento organizado pelo IRICE trouxe perspectivas, desafios e oportunidades no comércio exterior para o novo governo do Brasil, em 2023. Houve a participação do presidente da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, o diplomata Osmar Chohfi, da diretora do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Tatiana Prazeres, e da diretora do Centro de Estudos de Integração e Desenvolvimento (Cindes), Sandra Rios.

Foram discutidos no encontro os aspectos e elementos que incidem ou que possam incidir sobre o comércio exterior brasileiro, incluindo o acordo entre Mercosul e União Europeia, a parceria com a China, o meio ambiente, entre outros.

Em 2021, o Brasil ocupou o 25º lugar como exportador no mundo, com o montante de US$ 281 bilhões exportados, o que corresponde a 1,3% do comércio de exportações. Na outra mão, o País foi o 27º maior importador, com 1% do total das importações, correspondentes a US$ 235 bilhões.

“É pouco para um país de dimensões continentais cuja economia está entre as 12 maiores do mundo. O principal desafio para o próximo governo é o de fazer o Brasil subir nesse ranking, de acordo com seu potencial humano, de recursos naturais e da diversidade da sua base econômica”, disse Chohfi.

Segundo ele, a meta de fazer o Brasil subir no ranking se confronta com desafios internos e externos. “Se trata de harmonizar necessidades internas e oportunidades externas”, disse o presidente da Câmara Árabe.

Tatiana trouxe as perspectivas da Fiesp para o comércio exterior brasileiro no próximo ano. Segundo ela, o efeito-preço afetou tanto exportações quanto importações, e é um fator importante para se entender o comércio exterior no Brasil dos últimos dois anos.

Sandra disse que a perspectiva para a economia mundial para os próximos dois a três anos não é exatamente promissora. “O novo governo no Brasil vai coincidir com um cenário internacional bastante desaquecido”, disse.

(*) Com informações da ANBA

Comentários

Comentários

Deixe uma resposta