Exportação de frutas cresce 9,9% no semestre e em 2017deve superar total embarcado em 2016

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Da Redação

Brasília – As exportações brasileiras de frutas registraram um aumento de 9,9% de janeiro a junho, comparativamente com o mesmo período de 2016 e totalizaram US$ 353 milhões, contra US$ 321 milhões embarcados nos seis primeiros meses do ano passado. Para esse aumento contribuíram as altas nas exportações, dentre outras frutas, de melões frescos (+20,6%), mamões (+6,9%), goiabas, mangas e manfostões frescos (+19,1%). Em 2016, as exportações de frutas geraram uma receita de US$ 702 milhões. Os dados são do Comex Vis do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

Segundo o presidente da Associação Brasileira dos Produtores Exportadoras de Frutas (Abafrutas), Luiz Roberto Barcelos, as exportações devem seguir trajetória de alta no segundo semestre, período em que tradicionalmente se registra uma elevação significativa nas vendas externas das frutas frescas brasileiras.

Além disso, destaca o dirigente da Abrafrutas, “temos realizado esforços visando a prospecção de novos mercados e também procurando aumentar nossa presença em mercados tradicionais. A China é um dos nossos objetivos, enquanto países como o Japão, a Coreia do Sul e a Rússia têm aumentado significativamente suas importações; Por outro lado, procuramos não ficar focados apenas na Europa, apesar de os europeus serem nosso principal mercado”.

Líderes das exportações

De acordo com os dados do MDIC, o conjunto formado por goiabas, mangas e mangostões frescos liderou a pauta exportadora de frutas no primeiro semestre, com exportações no montante de US$ 54,6 milhões, alta de 19,1% comparativamente com o mesmo período de 2016. Os principais destinos dessas frutas foram os Países Baixos (US$ 30 milhões), Espanha (US$  11 milhões), Portugal (U$ 8 milhões) e o Reino Unido (US$ 5 milhões). Por estado, os maiores exportadores foram  a Bahia (US$ 25 milhões), Pernambuco (US$ 10 milhões), São Paulo (US$ 8 milhões) e Rio Grande do Norte (US$ 2 milhões).

As exportações de limões e limas frescos ou secos somaram US$ 49 milhões e apesar da queda de 12,9% em relação a 2016 foram o segundo item mais exportado pelo país de janeiro a junho. Os Países Baixos foram o principal mercado (US$ 33 milhões), seguidos pelo Reino Unido (US$ 8 milhões), Espanha (US$ 1,2 milhão) e Bélgica (US$ 913 mil). São Paulo foi o maior exportador brasileiro de limões e limas (US$ 30 milhões), seguido pela Bahia (US$ 9 milhões), Pernambuco (US$ 7 milhões) e Minas Gerais US$ 2 milhões).

A terceira fruta mais exportada foram os melões, com embarques no total de US$ 41 milhões (aumento de 20,6% em relação a 2016). Os principais importadores foram a Espanha (US$ 13,4 milhões), Países Baixos (US$ 13 milhões), Reino Unido (US$ 11 milhões) e Itália (US$ 1,3 milhão). O Rio Grande do Norte liderou o ranking nacional dos eportadores de melões, com vendas externas no total de US$ 39,2 milhões (correspondentes a 96,4% do total exportado pelo Brasil), seguido peo Ceará (US$ 606 mil) e por Pernambuco (US$ 465 mil).

Segundo os dados do MDIC, de janeiro a junho as exportações de maçãs aumentaram 101% e somaram US$ 36,4 milhões, mas ainda assim  a fruta figurou apenas na quarta posição entre as mais vendidas pelo País ao exterior.

As maçãs brasileiras tiveram como destino principal Bangladesh (US$ 10,5 milhões), Irlanda (US$ 6,2 milhões), Portugal (U$ 3,78 milhões), Reino Unido (US$ 2,3 milhões) e Espanha (US$ 2 milhões). Entre os estados, apenas o Rio Grande do Sul e Santa Catarina figuraram entre os exportadores de maçãs. As vendas dos produtores gaúchos somaram US$ 22,5 milhões (61,7% do total exportado), enquanto os embarques catarinenses alcançaram a cifra de US$ 14 milhões (participação de 38,3% no total exportado).

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