Exportações de componentes para calçados crescem 23,4% no ano com forte alta nas vendas para a América Latina

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Novo Hamburgo (RS) – As dificuldades de abastecimento e encarecimento do frete, especialmente para importações da Ásia, têm feito com que grandes players da América Latina busquem componentes para a produção de seus calçados no Brasil. Dados elaborados pela Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal) apontam que, de janeiro e outubro deste ano, as exportações do setor geraram US$ 230,14 milhões, incrementos de 12,4% em relação ao mesmo período do ano passado e de 0,7% em relação a igual intervalo de 2019.

O gestor de Mercado Internacional da Assintecal, Luiz Ribas Júnior, destaca que as exportações para países da América Latina vêm impulsionando os dados gerais. “Dos dez principais destinos, sete são da América Latina. A alta das importações desses países também é maior, na faixa de 44% em relação ao mesmo período do ano passado”, avalia, ressaltando que existe um problema generalizado de falta de matéria-prima na América Latina e uma disparada dos preços dos contêineres para importação da Ásia.

Os principais destinos dos componentes brasileiros para a fabricação de calçados – cabedais, laminados sintéticos, matrizes, solados, palmilhas, produtos químicos etc – são China (US$ 70,9 milhões, incremento de 9,8% em relação a 2020), Argentina (US$ 36,3 milhões, incremento de 40%), México (US$ 9,57 milhões, incremento de 31,6%) e Paraguai (US$ 9,55 milhões, incremento de 43%).

Inspiramais

São justamente os compradores da América Latina que virão ao Brasil para participar do Inspiramais, salão de lançamentos de insumos para a cadeia calçadista e de moda que acontece nos dias 25 e 26 de janeiro de 2022, em Porto Alegre/RS. Serão mais de 50 compradores, que estarão no evento por meio do Projeto Comprador, realizado pela Assintecal em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Até o momento já estão confirmados compradores da Argentina, Equador, Guatemala, Colômbia, México, Peru, Paraguai e El Salvador.

(*) Com informações da Abicalçados/Assintecal

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