Exportações de veículos desabam 38,4% no ano, apesar do aumento das vendas para Colômbia e México



Última atualização: 6 de Agosto de 2019 - 14:39
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Da Redação (*)

Brasília –  Um pequeno aumento nas vendas para a Colômbia e para o México não foi suficiente para ajudar a reverter a forte queda nas exportações de veículos que vem se agravando devido à crise econômica que atinge a Argentina, principal mercado para os automóveis fabricados no Brasil.

Assim, de janeiro a julho, os embarques de veículos acumulam uma queda de 38,4%, na comparação com o mesmo período de 2018. Em relação ao mês de  julho, a contração foi mais branda e alcançou um percentual de 15,7%. Os dados foram divulgados hoje (6), em São Paulo, pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

A continuidade na retração das exportações foi explicada pelo presidente a Anfava, Luiz Carlos Moraes e segundo ele “continuamos tendo queda nas exportações basicamente por conta da Argentina. Este mês tivemos um pequeno acréscimo de exportações para Colômbia e México que ajudou a diminuir essa queda, mas exportação é um número que estamos estimando que poderá gerar queda no total do ano de cerca de 29%”.

Mas enquanto os embarques de veículos para o exterior seguiram trajetória descendente, no mercado interno as vendas aumentaram 12,1% de janeiro a julho de 2019 na comparação com o mesmo período do ano anterior, passando de 1,38 milhão de unidades para 1,55 milhão. Quando comparadas as vendas de julho de 2019 (243,6 mil) com o mesmo mês de 2018 (217,5 mil), houve elevação de 12%. Na comparação com junho, os licenciamentos aumentaram 9,1%.

De acordo com a Anfavea, a produção dos sete meses de 2019 aumentou 3,6% ante o mesmo período do ano passado, ao passar de 1,68 milhão para 1,74 milhão de veículos produzidos. Na comparação entre os meses de julho houve crescimento de 8,4%. No sétimo mês deste ano a produção chegou a 266,4 mil. Na comparação com junho o aumento foi de 14,2%.

“A produção teve um crescimento importante em linha com o crescimento do mercado interno e também compatível com o novo cenário das exportações”, disse  Luiz Carlos Moraes.

(*) Com informações da Agência Brasil

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