Exportações do mercado pet crescem 600% desde 2005 e podem chegar a US$ 495 milhões em 2022

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Brasília – No Dia Mundial dos Animais, celebrado nesta terça-feira (4), chama a atenção o crescimento da busca por animais domésticos, conhecidos pelo termo em inglês “pets”, bem como da preocupação da sociedade com a saúde e a qualidade de vida destes bichinhos de estimação. No Brasil, o setor de itens de alimentação, higiene e saúde para os pets gera cerca de 3 milhões empregos, e, em 2021, aumentou seu faturamento em 27%, o equivalente a R$ 51,7 bilhões.

Além disso, a produção nacional conquista cada vez mais compradores internacionais: suas exportações, apoiadas pelo projeto Pet Brasil, da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) em parceria com o Instituto Pet Brasil (IPB), cresceram 600% desde 2005.

Quando o Pet Brasil surgiu, através de convênio firmado em maio de 2005 entre ApexBrasil e Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), o setor brasileiro exportava para 150 países, gerando receita de US$ 68,2 milhões. Em 2021, as exportações chegaram a 192 países e somaram US$ 412,6 milhões, com projeção de que neste ano atinjam US$ 495,1 milhões.

“O projeto começou com menos de dez empresas. Hoje, já somamos 68, das quais 20 são exportadoras. Temos previsão de, ainda esse ano, ultrapassar a média de 70 integrantes no Pet Brasil, porque é um segmento que está em considerável expansão. Prova disso é que no ano passado, o valor total exportado pelas empresas apoiadas diretamente pelo projeto foi de US$ 39,98 milhões, uma alta de 20,2% em relação a 2020”, conta um dos idealizadores do projeto e membro do Conselho Consultivo do IPB, Edson Galvão de França.

O projeto constitui-se de ações comerciais, de fortalecimento dos produtos brasileiros em outros países. As principais estratégias de promoção comercial do Pet Brasil são organização de rodadas de negócios com possíveis compradores externos e a participação das marcas brasileiras nos principais eventos internacionais do setor.

Além da participação em eventos exclusivos, participantes do Pet Brasil têm benefícios como o chão de feira, coordenação da montagem do estande e coordenação do evento. Em maio deste ano, por exemplo, o projeto viabilizou a participação de empresas brasileiras na Interzoo, em Nurembergue (Alemanha), que é considerada a maior feira da indústria pet em todo o mundo. E em março, o Pet Brasil organizou uma rodada de negócios com compradores do Chile, em julho, com negociações que devem gerar US$ 180 mil dentro de um ano.

A empresa AnimallTAG, com sede em São Carlos (São Paulo), é umas das que integram o Pet Brasil. Eles desenvolvem soluções tecnológicas para identificação e pesagem de animais e, segundo o CEO Carlos Machado, sua participação nos eventos do projeto setorial foi um divisor de águas tanto na qualidade do produto quanto em seu posicionamento internacional.

“Exportamos para 38 países e eu atribuo muito dessas vendas internacionais às ações do projeto. Nas feiras, quase sempre fechamos novos negócios. Um exemplo disso é o passo que estamos dando rumo aos Estados Unidos, com uma nova marca focada no mercado de lá. Conhecemos o investidor desse projeto em uma feira na Alemanha, em que nossa participação foi viabilizada pelo Pet Brasil”, diz Machado.

Com a finalidade de capacitar ainda mais as empresas, o Pet Brasil contará em breve com uma plataforma B2B que visa estimular o relacionamento entre players exclusivamente internacionais. “Pretendemos utilizar a tecnologia para ampliar nosso potencial. Será uma plataforma inédita e, além disso, teremos Sala Vip para exposição de catálogo virtual, salão virtual para realização de eventos, entre outros”, acrescenta França. Para integrar as ações da ApexBrasil com o IPB, empresas brasileiras interessadas podem manifestar-se preenchendo formulário no seguinte link: https://bit.ly/3Npq1Ww

 

América Latina e novos mercados

Os dez principais destinos de 2021 dos produtos nacionais do segmento foram Chile, Estados Unidos, Argentina, Paraguai, Colômbia, Uruguai, Bolívia, Peru, México e Equador. Nos seis primeiros meses deste ano, os países da América Latina foram os principais destinos, liderados por Argentina, Chile e Colômbia, e também foram expressivas as vendas para os Estados Unidos.

Para ampliar as exportações do setor, que ainda é dominado pelos Estados Unidos, o foco do Pet Brasil está voltado justamente para aumentar essa presença nos países latinos. “Buscamos aumentar a nossa participação em mercados da América do Sul e capacitar as empresas para passarem a fazer negócios internacionais ou ampliá-los em mercados que ainda são pouco conhecidos no Brasil. Destacam-se Emirados Árabes Unidos, China e Índia, que possuem um grande potencial consumidor, com perspectivas de crescimento, e que ainda precisam ser melhor compreendidos e trabalhados pelas empresas brasileiras”, explica o analista da gerência de Agronegócios da ApexBrasil, Cassio Akahoshi.

 

(*) Com informações da ApexBrasil

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