Exportações para a China desaceleram e crescem apenas 3,6% nos cinco primeiros meses do ano

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Da Redação

Brasília – As exportações brasileiras para a China, principal parceiro comercial do País, registraram no período janeiro-maio um dos mais baixos níveis de crescimento dos últimos anos, com uma alta de apenas 3,6% comparativamente com o mesmo período do ano passado e totalizaram US$  37,703 bilhões. Em contrapartida, as vendas chinesas ao Brasil apresentaram um sólido crescimento de 31,19% para US$ 23,228 bilhões.

De janeiro a maio, a corrente bilateral de comércio (exportações+importações)  totalizou US$ 60,991 bilhões e gerou para o Brasil um superávit de US$ 14,414 bilhões. Em todo o ano passado, o comércio entre os dois países somou US$ 135,5 bilhões e o Brasil acumulou um superávit de US$ 40,2 bilhões nas trocas comerciais com os chineses. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia.

O pequeno aumento nos embarques de produtos brasileiros para o mercado chinês nos últimos cinco meses levou a uma redução da participação do país asiático nas exportações totais do Brasil. No período, a China absorveu 28,7% de todo o volume exportado pelas empresas brasileiras, contra um percentual de 31,3% registrado no acumulado de 2021.

Na outra ponta do comércio, os chineses responderam por 22% das importações totais brasileiras neste ano, uma pequena alta em relação aos 21,7% contabilizados no ano passado.

A exemplo do que tem acontecido nos últimos anos, as exportações brasileiras seguiram fortemente concentradas em produtos básicos, de menor valor agregado, e apenas três desses produtos -soja, minério de ferro e petróleo-, os grandes destaques da pauta exportadora brasileira, responderam por 79% das vendas para os chineses.

Líder da pauta, a soja gerou receita no valor de US$ 16,2 bilhões e respondeu por 43% do volume total embarcado para a China de janeiro a maio. Segundo os dados da Secex, as exportações de soja em grãos  no período totalizaram 28,74 milhões de toneladas, alta de 17,3% em comparação com os cinco primeiros meses do ano passado.

Segundo principal produto da pauta exportadora para a China, os minérios de ferro geraram uma receita de US$ 6,9 bilhões, com uma queda de 31%  (correspondente a cerca de US$ 3 bilhões) nos cinco primeiros meses do ano, comparativamente com o mesmo período do ano passado. A participação da commodity nas exportações totais para a China foi de 18%.

Terceiro produto mais exportado pelo Brasil para a China, o petróleo teve os embarques ampliados em 11,3% e uma receita de US$ 6,6 bilhões, correspondentes a 18% do volume total embarcado para a China entre os meses de janeiro e maio.

Além desses três produtos, outros destaques nas exportações para a China foram a carne bovina (receita de US$ 2,9 bilhões), celulose (vendas no total de US$1,22 bilhão) e demais produtos da indústria de transformação (com receita total de US$ 345 milhões).

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