Fiesp quer fortalecimento da Camex e sua vinculação à Presidência da República

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São  Paulo – Empresários exportadores se reuniram na quinta-feira (18) na sede da Fiesp e defenderam que a Câmara de Comércio Exterior (Camex) deve ser fortalecida. Para isso, a principal sugestão foi que o órgão passe a se reportar diretamente à Presidência da República.

Assim, a Camex teria mais relevância em relação a estratégias para buscar acordos comerciais e atuar com mais eficácia na defesa comercial, evitando medidas contrárias aos interesses brasileiros, como as questões tributária e cambial.

Roberto Giannetti da Fonseca, diretor-titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp, disse que a Camex precisa ser reestruturada com apoio dos ministérios que são influentes para o comércio exterior: “Assim teremos um meio para pressionar a redução de tributos e avançar a competitividade dos produtos brasileiros”.

Proposta

A Fiesp, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) já entregaram sugestão sobre o assunto para a equipe da presidente eleita Dilma Rousseff.

Segundo o embaixador Rubens Barbosa, presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior (Coscex) da Fiesp, hoje há aproximadamente 40 órgãos ligados à administração do governo federal que interferem no setor.

“A coordenação desse grupo é fundamental, do contrário não há como ter uma gestão eficiente da Camex”, afirmou o embaixador, que classificou a desejada mudança como “sutil”, pois ela apenas daria à Camex status de ministério, desvinculando-a do Ministério da Indústria, Desenvolvimento e Comércio Exterior.

Ameaça

Para os palestrantes, a situação atual paralisou o setor e já representa uma ameaça real ao futuro da relação comercial brasileira com o resto do mundo.

O vice-presidente da AEB, José Augusto de Castro, apresentou dados que apontam que, pela primeira vez em 32 anos, as exportações brasileiras de commodities serão maiores que as de manufaturados.

“Setenta por cento da pauta de exportações brasileiras são de commodities. O Brasil não tem qualquer arbítrio sobre os preços desses produtos”, defendeu, complementando que superávit comercial brasileiro pode se converter em déficit caso haja alguma mudança de humor do mercado internacional.

Fonte: Agência Indusnet Fiesp

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