Fluxo de comércio entre Brasil e África cresce 36,9% até outubro mas segue ainda distante dos recordes do passado

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Da Redação

Brasília – O intercâmbio comercial do Brasil com a África registrou até o mês de outubro um crescimento de 42,3% nas exportações brasileiras, que totalizaram US$ 10,446 bilhões, e nas vendas dos países africanos, no valor de US$ 6,808 bilhões (e alta de 27,1%) mas ainda se encontram muito distantes do recorde histórico registrado em 2013, quando a corrente de comércio (exportações+importações)  totalizou US$ 28,465 bilhões.

Em 2021, o Brasil e o continente africano tiveram um comércio total de US$ 15,911 bilhões. Este ano, de janeiro a outubro, as trocas bilaterais somaram US$ 17,254 bilhões, com uma alta de 36,9% comparativamente com o mesmo período de 2021. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia.

De janeiro a outubro deste ano, o intercâmbio bilateral com os países africanos totalizou US$ 17,254 bilhões, alta de 36,9% em comparação com os dez primeiros meses do ano passado. Os países africanos foram o destino final de 3,72% de todas as exportações brasileiras no período. O Brasil acumulou um superávit de US$ 3,638 bilhões, superior ao saldo de US$ 3,047 bilhões registrado em todo o ano de 2021.

Açúcares e melaços lideraram a pauta exportadora para o continente africano, com vendas no valor de US$ 2,8 bilhões, correspondendo a 27% das vendas totais aos países africanos. Entre os principais produtos exportados se destacaram também o milho (US$ 1,19 bilhão); óleos combustíveis (US$ 878 milhões); soja (US$ 771 milhões); carnes de aves (US$ 690 milhões); demais produtos da indústria de transformação (US$ 369 milhões); veículos rodoviários (US$ 113 milhões); partes e acessórios dos veículos (US$ 103 milhões); e máquinas agrícolas (US$ 58 milhões).

Os adubos e fertilizantes químicos lideraram a pauta exportadora africana para o Brasil, graças a uma alta de 40,5% que levou as vendas ao patamar de US$ 3,1 bilhão, respondendo por 46% de todas as exportações do continente para o País. Entre os destaques da pauta figuraram petróleo (US$ 1,66 bilhão); óleos combustíveis (US$ 441 milhões); prata, platina (US$ 277 milhões); e demais produtos da indústria de transformação (US$ 235 milhões).

Exportação por países

O Egito foi o principal país de destino das exportações brasileiras para a África, graças a uma alta de 40,3%, que elevou os embarques para US$ 2,3 bilhões, correspondentes a 22% das vendas das empresas brasileiras para o continente africano.

Entre os maiores parceiros africanos neste ano apareceram a Argélia (US$ 1,58 bilhão); África do Sul (US$ 1,35 bilhão); Marrocos (US$ 933 milhões); Nigéria (US$ 725 milhões) e Angola (US$ 495 milhões).

Ranking das importações

Com uma participação de 29% nas vendas totais dos africanos, o Marrocos liderou a relação dos países que mais exportaram para o Brasil entre janeiro e outubro deste ano, com negócios no total de US$ 2,0 bilhões. A seguir vieram a Nigéria (US$ 1,43 bilhão); África do Sul (US$ 807 milhões);  Argélia (US$ 779 milhões); Egito (US$ 599 milhões); e Angola (US$ 490 milhões).

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