Forte queda nas exportações e importações leva balança a registrar saldo de US$ 10,246 bilhões

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Da Redação

Brasília – De janeiro a setembro, a balança comercial brasileira acumula um superávit de US$ 10,246 bilhões, fruto de exportações no valor de US$ 16,148 bilhões e importações no montante de US$ 13,204 bilhões. Ano passado, nesse mesmo período, a balança comercial registrava um déficit de US$ 742 milhões. Os dados foram divulgados hoje (1º.) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

O saldo registrado no período janeiro/setembro deveu-se a uma queda expressiva nas exportações (-16.3% para US$ 144,5 bilhões, contra US$ 173,6 bilhões exportados em igual período do ano passado) e a uma retração ainda mais drástica nas importações (-22,6% para US$ 134,2 bilhões em 2015, contra US$ 174,4 bilhões importados nos nove primeiros meses de 2014).

Com importações e exportações em queda, a corrente de comércio exterior registrou uma cifra de US$ 278,7 bilhões, d19,5% inferior aos US$ 348,0 bilhões contabilizados de janeiro a setembro do ano passado.

De acordo com os dados divulgados hoje (1º) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), em setembro, houve queda das exportações brasileiras para todos os mercados de destino: Europa Oriental, 51,2%; África, 22,6%; União Europeia (19,6%); América Latina e Caribe, exceto Mercosul, 14%; Oriente Médio, 13,7%; Estados Unidos, 13,3%; Ásia, 8,3%; e Mercosul, 4,5%. Por outro lado, as vendas para a China subiram 22,8%. A China continua liderando folgadamente o ranking dos principais importadores de produtos brasileiros, seguida pelos Estados Unidos e pela Argentina.

Os dados do MDIC mostram ainda que no mês passado, as exportações de produtos básicos caíram 19,6%, como reflexo da queda dos preços das commodities. Os embarques de minério de ferro decresceram.

Por valor agregado, os número divulgados pelo Ministério apontam que no grupo dos manufaturados caíram, principalmente, as vendas de açúcar refinado (33,7%), máquinas para terraplanagem (28%), medicamentos (21,9%), tubos flexíveis de ferro e aço (19,5%) e motores/geradores (18,5%). Entre os semimanufaturados, as maiores reduções ocorreram com açúcar em bruto (37,9%), semimanufaturados de ferro/aço (22,2%), ouro (17%) e madeira serrada (9,9%).

O MDIC informou ainda que as importações brasileiras de combustíveis e lubrificantes caíram 61,9%; de matérias-primas e intermediários, 26%; e de bens de consumo, 23,4%. A queda pode ser reflexo do desaquecimento da economia e da desvalorização do real frente ao dólar, que tornou as compras externas mais caras.

No tocante às importações, a China foi o maior fornecedor de produtos para o Brasil no mês passado. Em segundo lugar, vieram Estados Unidos, Alemanha, Argentina e Nigéria.

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