Fruto de fusão internacional, Garra projeta elevar faturamento para US$ 1 bilhão em dez anos

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 São Paulo – Dois anos após a fusão que uniu a brasileira KIT e a neozelandesa Garra, a joint venture se apresenta ao mercado totalmente integrada, agora sob a marca Garra International. E com um plano ambicioso: quintuplicar seu faturamento como trading de proteína animal em dez anos, de US$ 200 milhões para US$ 1 bilhão.

Os números atuais da empresa já impressionam. A nova Garra movimenta hoje 120 mil toneladas anuais de carne suína, bovina, de frango e de carneiro – vendidas a cerca de 500 clientes em mais de 60 mercados. E, para atender tamanha demanda, tem operações em dez países, incluindo Brasil, Estados Unidos, Egito, Emirados Árabes, Austrália e Nova Zelândia.

“Unimos uma empresa totalmente inovadora, com crescimento exponencial, como era a KIT, com toda a tradição de qualidade e de serviços que tinha a Garra. Agora, juntos, poderemos oferecer mais serviços, em mais países, e outras opções de produtos para os clientes que estão conosco e os que virão”, afirma Frederico Kaefer, CEO da companhia.

 Para atingir sua meta de crescimento na próxima década, a Garra International conta com um cenário global favorável. Em 2021, a produção de proteína animal deve alcançar 346 milhões de toneladas, o maior número da história, de acordo com dados da FAO – a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura. Até 2050, a expectativa é que o consumo desses produtos cresça 73%, na comparação com 2011.

A expansão não é fruto apenas do incremento populacional, mas também do aumento do poder aquisitivo em países em desenvolvimento. “China e Índia, por exemplo, ainda têm um baixo consumo per capita de carne, mas vêm ampliando esses números à medida em que o poder de compra cresce, acompanhado de uma mudança de cultura nesses países”, diz Kaefer.

A produção mundial, porém, não cresce na mesma proporção, gerando oportunidades para empresas bem posicionadas. “É um mercado com altíssima demanda e muitos players. Em um cenário como este, os compradores buscam relações de confiança, conexões relevantes, que permitam encontrar soluções completas em um só lugar. E hoje estamos prontos para encarar esse novo momento”, afirma.

A Garra atua como facilitadora nas duas pontas do negócio, para compradores (distribuidores e processadores de alimentos) e fornecedores. E faz isso estreitando pontes e encurtando distâncias: os escritórios ao redor do mundo proporcionam uma proximidade com todos os clientes e agilidade na resolução de problemas.

Essa estrutura, aliada à expertise da companhia no comércio exterior, permite que seus parceiros se concentrem naquilo que é importante: gerir o seu negócio.

Além disso, a Garra oferece soluções financeiras personalizadas, para que todos possam comprar ou vender nos principais mercados do mundo. Uma das vantagens oferecidas para o fornecedor é o pagamento antecipado, realizado antes mesmo do embarque no navio. O cliente, por sua vez, conta com opções de crédito e diferentes condições de pagamento, incluindo transações em moeda local.

“Essa procura por alternativas que se adequem à operação de cada cliente é uma tendência que já vínhamos observando há anos. Com a chegada da pandemia, esse movimento se intensificou – e estamos prontos para ampliar ainda mais essa oferta”, diz o CEO.

Como parte desta nova fase do negócio, a Garra investiu também em sua profissionalização. Fez diversas contratações, de nomes importantes do mercado de proteína, para cargos de diretoria e gerência. “Fomos buscar uma visão mais global e gestores qualificados para integrar nosso time”, afirma Kaefer.

Entre os cinco membros do conselho da companhia, três são independentes – completam a lista o próprio CEO e o fundador da empresa neozelandesa, Ali Mossalem. “Com experiência de mais de duas décadas no mercado e um amplo conhecimento da nossa atividade, Ali tem participação importantíssima na estratégia da Garra nesta nova fase”, diz.

(*) Com informações da Garra

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