Gestão de Trump proíbe alistamento de imigrantes legais nas Forças Armadas Americanas



Última atualização: 26 de Outubro de 2017 - 14:19
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Orlando/FL – Recrutadores do Exército americano receberam uma ordem de imediatamente deixar de inscrever imigrantes com green card. A decisão gera polêmica na comunidade imigrante que tem, por lei federal, o direito a ingressar nas forças armadas americanas. “Atenção Efetivo: Interrompam imediatamente o alistamento de qualquer estrangeiro portador do I-551 Green Card Holders até segunda ordem”, diz a orientação enviada por e-mail e obtida pelo site MIC.

O e-mail com a orientação foi enviado aos recrutadores do Exército americano na última segunda-feira, 16 de outubro, pelo chefe da Guarda do Escritório de Adequação de Adesões e Divisão de Força Americana, Gregory C. Williamson. A nova medida vai de encontro ao anúncio feito pelo Departamento de Defesa Americano que na última sexta-feira, 13, afirmou que os titulares do Green Card interessados em ingressar nas Forças Armadas deveriam passar por uma investigação de vida pregressa antes de seguir ao curso de formação.

A mensagem de Williamson proíbe o ingresso e a verificação dos candidatos imigrantes de imediato até segunda ordem o que representa que os imigrantes legalizados não poderão sequer passar pela avaliação de vida pregressa (a primeira etapa do processo de adesão às Forças Armadas).

“Excluir os detentores de cartões verdes de se alistarem nas forças armadas é contra a lei federal, que afirma que um ‘estrangeiro legalmente admitido para residência permanente’ pode ser alistado em qualquer força armada americana’, pondera a advogada de imigração brasileira que atua nos Estados Unidos, Renata Castro.

Para a advogada a nova medida busca impedir o aumento de pedidos de cidadania. Pela legislação de imigração atual, os portadores de green card podem solicitar cidadania americana se tiverem servido a alguma das Forças Armadas por pelo menos um ano. “Muita gente que tem green card busca  o alistamento para encurtar o prazo de espera para solicitar a cidadania americana. Além disso, os critérios para avaliação da concessão de cidadania para militares é mais facilitado”, pondera a advogada de imigração.

De 2001 a 2015 mais de 109 mil membros do Serviço Militar se tornaram cidadãos naturalizados segundo dados do Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos. A mudança na norma ocorre num momento em que o Exército americano está em busca de aumentar o efetivo militar e o volume das tropas ativas que está em seu nível mais baixo desde 2001, segundo o ‘Pew Research Center’.

(*) Com informações: Mic e OnevoxPress

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