Global Halal Business Forum: evento mostrará que mercado halal vai muito além da proteína animal

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Programação e inscrições no link.

São Paulo – A Câmara de Comércio Árabe-Brasileira e a FAMBRAS Halal, empresa pioneira em certificações halal no Brasil, promovem entre 6 e 8 de dezembro o Global Halal Business Forum. O evento destaca oportunidades no mercado halal, de produtos e serviços para o consumidor muçulmano, que já movimenta US﹩ 4,88 trilhões por ano, segundo o State of the Global Islamic Economy Report 2020/21.

Programação e inscrições no link.

Com patrocínio da Apex-Brasil, Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, da BRF, da Iceport e da Portonave, o fórum será realizado no Hotel Renaissance, em São Paulo, a partir das 9 horas, em formato presencial. O evento também terá transmissão simultânea nos canais Câmara Árabe TV e Terraviva no Youtube.

A programação prevê a participação do secretário-geral da Liga Árabe, Ahmed Aboul Geith; da ministra da Agricultura, Teresa Cristina; do presidente da Apex-Brasil, Augusto Pestana; do presidente da Câmara Árabe, Osmar Chohfi; do presidente da FAMBRAS Halal, Mohamed Zoghbi; e do secretário-geral da Câmara Árabe, Tamer Mansour .

Também estão previstas falas do CEO da BRF, Lourival Luz; do presidente da ABPA (associação de proteína animal), Ricardo Santin; do presidente da Abiec (exportadores de carnes), Antônio Camardelli; e da presidente do Conselho Diretor da Abia (indústrias de alimentos), Grazielli Parenti, além de autoridades do mundo islâmico relacionadas à temática halal. Além deles, está confirmada a participação de Marco Tieman, fundador e CEO da LBB International (Malásia); Azuddin Rahman, diretor da Inno Bioceutical e do Vietnam Halal Centre Company (Malásia); e de Muhammad Zubair Mughal, CEO do AlHuda Centre of Islamic Banking and Economic (CIBE).

Segundo o presidente da Câmara Árabe, Osmar Chohfi, o objetivo é sensibilizar o setor produtivo para as oportunidades envolvendo consumidores muçulmanos, que já são 1,9 bilhão de pessoas mundo, nos 57 países de maioria muçulmana e na França, nos Estados Unidos e no Reino Unido, que abrigam grandes comunidades islâmicas. “O mercado halal é um estilo de vida. Além dos alimentos, inclui produtos farmacêuticos, cosméticos, serviços, finanças e turismo”, descreve Chohfi. “As comunidades islâmicas têm poder aquisitivo, especialmente na Europa, e pagam mais por produtos certificados”.

O dirigente lembra que o fato de o Brasil já ser o maior exportador mundial de proteína animal halal dá ao país uma vantagem importante na conquista deste imenso mercado. Desde o fim dos anos 1970, quando o Brasil começou a trocar frango halal com nações árabes por combustível fóssil, na esteira da crise do petróleo, o país acabou se tornando entre os muçulmanos uma referência de respeito às tradições islâmicas, diz o ex-diplomata.

Para o secretário-geral da Câmara Árabe, Tamer Mansour, o Brasil pode se tornar “um hub de produtos e serviços halal, com possibilidades imediatas em vestuário, cosméticos e serviços financeiros islâmicos”. O executivo destaca que o mercado halal é estimado globalmente em US﹩ 4,88 trilhões por ano. Os alimentos respondem por US﹩ 1,17 trilhão, e o Brasil, apesar da liderança em proteínas, explora só uma fração desse mercado. Já os cosméticos halal vão movimentar até 2024 US﹩ 76 bilhões, o que dá ideia do potencial.

Ali Zoghbi, vice-presidente da FAMBRAS Halal, destaca que a indústria halal já gera no Brasil cerca de 1,5 milhão de empregos diretos e indiretos é responsável por uma parcela relevante do comércio superavitário do Brasil com o mundo islâmico. “E é sempre bom frisar que não são só os muçulmanos que estão consumindo produtos halal. Todos os que privilegiam o consumo consciente estão de olho neste mercado, pois o produto halal conta com matérias-primas, processos, mão de obra e embalagens que não trazem prejuízo à saúde ou à segurança das pessoas”.

A palavra halal significa “lícito” segundo o islã. “Halal é um padrão ético e moral de ações lícitas não só na alimentação, mas também no ambiente social, na conduta, na Justiça, nas vestimentas e finanças”, completa Zoghbi. A carne halal, por exemplo, deve ter abate certificado, feito por abatedor muçulmano, seguindo o rito religioso sem insensibilização elétrica (animal precisa estar em plena consciência pela tradição), com a drenagem do sangue (considerado impuro) e medidas de prevenção de contaminação cruzada com carne suína ou álcool (ambos vedados).

Os mesmos princípios se aplicam a cosméticos, produtos de higiene ou mesmo a um hotelNo caso da hotelaria, além da adequação alimentar, o ambiente precisa ser preparado com detalhes, como uma torneira baixa no banheiro para lavar os pés e mãos antes das oração, tapetes, uma seta indicativa da cidade sagrada de Meca, além de aposentos familiares.

O Global Halal Business Forum tem apoio institucional do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, da Câmara Islâmica de Comércio, Indústria e Agricultura, da Liga Árabe e da União das Câmaras Árabes.

(*) Com informações da Câmara Árabe Brasileira

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