Gulfood terá participação de 103 empresas brasileiras e expectativa de faturamento de US$ 1,4 bilhão

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São Paulo – A partir de 16 de fevereiro, 103 empresas brasileiras levarão a Dubai (Emirados Árabes Unidos) o que o país tem de melhor na exportação de bebidas e alimentos. Começa, naquela data, a edição 2020 da Gulfood, maior feira do setor na região, e o Brasil, que já participa do evento há mais de cinco anos, marcará presença para reforçar sua imagem de parceiro do Oriente Médio.

Das 103 empresas brasileiras participantes, 63 serão levadas pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e estarão nos pavilhões Nacional, Bebidas, Grãos, Carnes e Frangos; 18 serão levadas pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), com quem a Agência desenvolve a promoção internacional do setor; e outras 22 estarão com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC), com quem a Agência também promove a internacionalização do setor.

Além de atrair milhares de compradores do mundo, a Gulfood apresenta as principais tendências de mercado em alimentos e bebidas, mobilizando, em especial, formadores de opinião e mídia especializada do mercado arábico. O desempenho brasileiro ao longo dos últimos anos ilustra bem a importância de marcar presença em Dubai para acessar diversos mercados: houve um salto de US 645 milhões em negócios realizados em 2015 para cerca de US 1,4 bilhão negociados em 2019. A meta para 2020 é alcançar novamente o patamar de US 1,4 bilhão em negócios imediatos e contratos futuros alinhavados no evento.

Em 2018, as exportações brasileiras do agronegócio para o Oriente Médio representaram 7,39% (US 7,5 bilhões) do total exportado. Entre os 15 principais destinos, cinco foram países dessa região (Irã – US 2,18 bilhões; Arábia Saudita – US 1,78 bilhão; Egito – US 1,46 bilhãoi; Turquia – US 1,38 bilhão; e Emirados Árabes Unidos – US 1,36 bilhão). Do total exportado em 2019, 90% contemplam os setores de carnes, complexo sucroalcooleiro, cereais e complexo soja, comprovando uma alta concentração nestes produtos e a necessidade de uma maior diversificação e apoio aos outros setores como café, frutas, alimentos industrializados, doces e bebidas, que fazem parte da estratégia da Apex-Brasil para o pavilhão Nacional.

Entre as vantagens apontadas pela Apex-Brasil para fazer negócios com o parceiro do Oriente Médio está a diversificação progressiva da economia do país, que vem reduzindo sua vulnerabilidade aos movimentos dos preços do petróleo em comparação com outros Estados do Golfo, o que dá mais segurança aos exportadores brasileiros para negociar com empresas baseadas no país. Individualmente, os Emirados Árabes Unidos saltaram da 22ª posição entre os principais compradores do Brasil em 2017 para o 15º lugar em 2019, com 1,34% de participação no total (US 1,35 bilhão).

(*) Com informações da ABPA

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