Indústria de revestimentos cerâmicos de Santa Catarina volta a investir no mercado árabe

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São Paulo – A empresa Eliane, uma das mais conhecidas marcas de revestimentos cerâmicos do Brasil, voltou a se focar no mercado árabe. A companhia começou a vender para a região há cerca de 20 anos e chegou a ter na Arábia Saudita um dos seus principais mercados. Alguns fatores como Guerra do Golfo, crise econômica brasileira, valorização do real e competição maior, principalmente chinesa, deixaram a empresa afastada do mercado do Oriente Médio temporariamente, mas os negócios foram retomados há cerca de dois anos e a perspectiva é que cresçam.

Divulgação

Equipe da Eliane com importadores árabes
Equipe da Eliane com importadores árabes

As informações são do gerente regional de vendas da Eliane, Izaltino da Costa. “Até o ano 2000, estivemos bem presentes nestes países (os árabes). Nos últimos anos, concentramos nossas vendas no Líbano, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Omã”, diz. A Eliane exporta atualmente para 46 países e estes quatro árabes estão entre os grandes mercados, além de Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Paraguai, Colômbia, Chile, Panamá e Austrália.

No ano passado, representantes da empresa estiveram na Arábia Saudita para firmar parcerias e conhecer melhor os negócios voltados à cerâmica na região. “O segmento cerâmico tem relevante peso no comércio árabe. A Eliane já tinha tradição no mercado local e agora voltamos a resgatar essa relação”, afirma Costa. A economia oriental reestabelecida e o câmbio brasileiro a níveis competitivos fizeram a empresa vislumbrar novamente o mercado árabe.

De acordo com o gerente regional de vendas, a Eliane desenvolve peças exclusivamente para os países árabes e as vende no varejo local. Costa relata que os produtos demandados na região fogem do padrão brasileiro. “As peças imprimem desenhos marcantes, em cores extremas e uma identidade singular, estilo muito requisitado no mercado local”, afirma o gerente. Os desenhos são inovadores e as peças de tamanhos grandes, complementa.

A Eliane produziu no ano passado 35 milhões de metros quadrados de revestimentos cerâmicos entre monoporosa (para parede), monoqueima (cerâmica feita com queima simultânea da base e do esmalte), porcelanato esmaltado, porcelanato técnico, revestimentos para piscina e revestimentos para fachada. Os produtos são comercializados atualmente em mais de 15 mil pontos de venda no Brasil e já chegaram a 80 países.

No ano passado, o mercado externo representou 7% da produção e neste ano a meta é enviar ao exterior 10% do total. A fabricação é levada adiante em dois polos, nas regiões Sul e Nordeste do Brasil. No sul a empresa tem cinco indústrias, quatro em Cocal do Sul e uma em Criciúma, as duas cidades do estado de Santa Catarina. No Nordeste fica uma unidade, em Camaçari, no estado da Bahia. A Eliane também tem escritório internacional em São Paulo e centro de distribuição nos Estados Unidos. A sede está localizada em Cocal do Sul.

A empresa tem 55 anos e foi fundada por Maximiliano Gaidzinski com a produção de azulejos. Nos anos 70, a indústria começou também a fabricação de pisos e chegou a ser responsável por um quinto da produção nacional de revestimentos cerâmicos. A gama de produtos foi ampliada e hoje a Eliane tem no comando a terceira geração da família fundadora. Como ação social, a companhia mantém um colégio com Ensino Médio e Técnico em Cocal do Sul.

Fonte: ANBA

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