Indústria mineira de calçados militares e de segurança negocia exportações para países árabes

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São Paulo – A indústria brasileira de calçados Palmilhado Boots está trabalhando para entrar no mercado árabe e já negocia vendas com a Arábia Saudita e o Egito. A empresa contratou neste ano um profissional de origem árabe, o sírio Eduardo Salloum (foto acima), para dar início ao seu projeto de exportações e para viabilizar o ingresso dos calçados nos países árabes.

A Palmilhado Boots produz uma marca de botas militares que leva nome da empresa – Palmilhado Boots. Também são fabricadas as marcas PBL Safety, de calçados de segurança, e a Serra Bella, de calçados casuais femininos e masculinos.

A Palmilhado Boots é a principal fornecedora de calçados de órgãos de segurança do Brasil, como Forças Armadas, policiais estaduais, guardas municipais, órgãos de resgate, entre outros. As botas são fabricadas com alta tecnologia em couro e microfibra. Elas têm tecnologias como Outlast, um controlador de temperatura, Cordura, um tecido de alta performance, Couro Sun Reflect, que reflete e dispersa os raios ultravioletas diminuindo a temperatura, e Solado Maxx, que é tratorado, anatômico, leve e duradouro, entre outras.

Os produtos PBL Safety também possuem alta tecnologia e alta qualidade, mas são voltados para um público diferente, que precisa de calçados de segurança. Eles são usados por profissionais de diferentes ramos como construção civil, setor elétrico, pavimentação, soldadores, motociclistas, pessoal de transporte, entre outros. A Serra Bella tem uma gama ampla de modelos em suas coleções.

Apesar de ter começado há pouco tempo o projeto de exportação, a empresa já tem uma rede de contatos ampla com negociações em andamento em 12 países na África, Europa, Oriente Médio e América do Sul, segundo Salloum. Há interesse em vender as três marcas de calçados ao mercado árabe. “Logo vamos estar presentes no mercado calçadista nos países árabes”, diz confiante Salloum.

Na Arábia Saudita a empresa já participa de um processo de licitação para fornecer coturnos militares. “Isso, para nós, é muito significativo porque é um negócio importante e interessante, especialmente porque está acontecendo com um país árabe no qual temos bastante interesse em estar presentes”, afirma o gerente de comércio exterior.

Indústria mineira de calçados militares e de segurança negocia exportações para países árabes
A marca Palmilhado Boots atende Forças Armadas e outros órgãos de segurança no Brasil / Foto: Divulgação

A chegada de Salloum tem relação direta com o objetivo da empresa de estar presente no mercado externo e especialmente nos países árabes. A facilidade de falar o idioma árabe deve ajudar a viabilizar a meta de entrar no mercado do Oriente Médio. A empresa já colocou no ar os sites da Palmilhado Boots e da PBL Safety em inglês e pretende ter versão em árabe em breve.

Salloum possui experiência de quatro anos com calçados de segurança e de três anos como gerente de marketing, produto e comércio exterior, além de um ano como representante comercial. Nascido na Síria e falante de português, inglês e árabe, ele é formado em Aviação Civil, tem curso tecnológico em Marketing e está cursando Administração no Brasil, onde vive desde 2014 e é naturalizado.

Salloum acredita muito no potencial de comercialização que os calçados da empresa para a qual trabalha têm nos países árabes. “Estamos com grande expectativa de fechar negócio porque sabemos que temos uma qualidade top, o que ninguém pode negar, e ainda com ótimo custo-benefício”, afirmou para a reportagem da ANBA.

A negociação em andamento com o Egito é da marca PBL Safety e na Arábia Saudita da Palmilhado Boots. A empresa também já fez bastante prospecção e contatos nos Emirados Árabes Unidos. Salloum acredita que esses três países têm bom potencial para se tornarem clientes da companhia, mas afirma que a meta é atender todos os países árabes.

Indústria mineira de calçados militares e de segurança negocia exportações para países árabes
Divulgação

A indústria mineira Palmilhado Boots tem cerca de 20 anos de existência e começou as atividades com uma pequena loja de calçados de propriedade de Jorge Gibram. Ele vendia, entre outros tantos produtos, coturnos, principalmente para os militares da Escola de Sargentos das Armas (ESA). Logo sentiu necessidade de abrir também uma oficina de consertos. Dali saiu o primeiro protótipo de bota militar, que deu início a uma fabricação artesanal e depois em série, com a marca Palmilhado Boots.

A produção inicial da empresa foi voltada a calçados militares e depois foram agregadas à fabricação as demais marcas. Atualmente a companhia Palmilhado Boots tem 300 colaboradores diretos. A empresa tem sede no município mineiro de Itanhandu, além de uma filial no município de Pratápolis, também no estado de Minas Gerais.

(*) Com informações da ANBA

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