Indústrias do DF ampliam exportações para a América do Sul

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Colombianos vieram ao DF conhecer o Exporta Fácil
Foto: Cristiano Costa

Brasília (Comex-DF) – As indústrias do Distrito Federal têm um enorme potencial de exportação de seus produtos para os países da América do Sul. Uma iniciativa do governo federal, por meio do Ministério das Comunicações e da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), possibilitará o comércio bilateral de remessas de US$ 50 mil pela rede postal. O assessor técnico das Comunicações Paulo Siciliano informou que até o final deste ano o projeto de exportação já estará implantado na Colômbia, Argentina, Peru e Uruguai.

Para conhecer o processo, o governo brasileiro recebeu esta semana uma delegação de técnicos colombianos que estão em fase de elaboração do programa Exporta Fácil naquele país. Nesta quinta-feira (9), a comitiva participou de reuniões em Brasília. Foram feitas apresentações sobre as linhas de financiamento do BNDES, o programa DF Exporta Mais, do Sebrae/DF e o Centro Internacional de Negócios (CIN) da Federação das Indústrias do DF (Fibra).

“Essa é mais uma oportunidade que a Fibra disponibiliza para as indústrias da capital brasileira. Por este motivo, recebemos os técnicos da Colômbia e repassamos todas as informações existentes sobre o comércio internacional”, informou o presidente da Fibra, Antônio Rocha.

O intercâmbio comercial com a Colômbia foi firmado em acordo assinado pelos Correios e o governo daquele país. Segundo Paulo Siciliano, trata-se de compromisso assumido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva de ampliar o comércio exterior com os países sulamericanos. A comitiva chegou a Brasília no início da semana e participou de reuniões nos Ministérios das Comunicações e Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Correios, Apex-Brasil, Sebrae e Fibra. A missão da equipe termina a visita ao Brasil com reuniões, nesta sexta-feira, em São Paulo.

Visita colombiana

Na sede da Fibra, os técnicos colombianos assistiram a exposições sobre o potencial das micro e pequenas empresas no mercado e os mecanismos de incentivo às exportações. Victor Burns, do Departamento de Relação com o Governo do BNDES, informou que o banco emprestou R$ 92,2 bilhões para as indústrias, sendo que, deste volume financeiro, 24% foram destinados às PMEs.

De acordo com Burns, o BNDES vem atuando no mercado visando incrementar a cadeia produtiva brasileira. Deste modo, segundo explicou, a entidade coloca à disposição dos empresários linhas de crédito bastante atrativas que permitem impulsionar os empreendimentos. Porém, ele apresentou uma série de regras estabelecidas neste relacionamento comercial.

“Para conseguir um financiamento, é necessário que a empresa atenda aos marcos legais. Deve estar em dia com as obrigações fiscais, trabalhistas e ambientais, entre outros”, explicou. “Outro dado importante é a empresa demonstrar capacidade de pagamento.”

A taxa de juros do Finame (Financiadora Nacional de Máquinas e Equipamentos), por exemplo, chega a 0,82% ao mês com prazo de pagamento de 60 meses. Burns apresentou também o Cartão BNDES que permite ao empresário acesso ao crédito de até R$ 500 mil para compras exclusivas de produtos que tenham relacionamento com o empreendimento.

Em seguida, a equipe conheceu os projetos do Sebrae/DF. O gerente da Unidade da Indústria Aluízio Carlos Vilela explicou que a entidade nacional atua em 99% da malha empresarial brasileira equivalente a 5,02 milhões de empresas formais que empregam 57% dos trabalhadores com carteiras assinadas. “As empresas formalizam 470 mil novos negócios por ano e representam 20% do PIB”, enfatizou.

Coube a Daniel Hudson, também do Sebrae local, apresentar o projeto DF Exporta Mais. Segundo Daniel, existem 25 projetos em andamento sendo que sete indústrias já se encontram em processo de exportação. O objetivo da entidade é inserir mais três empresas neste programa até o ano de 2011. Além disso, os técnicos do Sebrae atuam no Núcleo de Atendimento ao Exportador, braço que cuida de repassar as orientações para que os empresários atuem no mercado internacional.

A reunião foi concluída com a apresentação do Centro Internacional de Negócios (CIN) da Fibra feita por Roberta Cardoso Lima. Ela mostrou as ações determinadas pelo presidente Antônio Rocha no sentido de dar suporte ao empresário do DF, como por exemplo, o incremento das missões internacionais e o apoio para que as indústrias possam prospectar o mercado mundial.

Com informações da Assessoria de Comunicação da Fibra

Mais informações

Roberto Cordeiro

Assessor de Imprensa
Federação das Indústrias do DF (Fibra)

e-mail: roberto.cordeiro@sistemafibra.org.br

61 3362-3815 ou 8165-8774

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