Mercado financeiro precisa acompanhar crescimento do agronegócio, afirma especialista

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São Paulo – Um levantamento feito em 2021 pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) mostrou que 38% dos produtores nunca acessaram o crédito rural. A pesquisa foi realizada com 4.336 produtores rurais de 14 estados brasileiros. Douglas Duek, CEO da Quist Investimentos – empresa especializada em recuperação judicial e reestruturação, que já atendeu mais de 100 produtores, usinas e empresas do agronegócio, afirma que o mercado financeiro voltado para o setor era quase inexistente, com pouquíssimas opções. Isso também reflete os números apurados pelo estudo.

Ainda de acordo com a CNA, os pequenos e médios produtores relatam certas dificuldades de acesso ao crédito e entre os principais motivos estão excesso de burocracia, demora na liberação do crédito, falta de informação e garantias exigidas. Já as principais motivações para o pedido são dívidas anteriores, problemas com documentação e limite individual de crédito. Duek conta que, a maior parte dos procedimentos sempre ficaram restritos ao Banco do Brasil e outros poucos bancos de fomento para médios produtores e empresas do agro, o que limitava muito o alcance das medidas.

Atualmente, outras soluções passaram a ser oferecidas por diversas empresas, como é o exemplo da própria Quist. O CEO aponta que procedimentos como estruturação de crédito direto, com fundos e investidores com imóvel em garantia, por exemplo, têm sido os mais utilizados. “A viabilidade de atuações como essa é justificada pela análise que é feita sob medida para cada produtor, e é importante se atentar às taxas competitivas. Essas mudanças significam que o mercado, finalmente, tem enxergado a potência e riqueza do agronegócio”, completa.

Duek lembra também que uma grande parcela do grupo que ainda enfrenta obstáculos para solicitar auxílio financeiro é composta por produtores da agricultura familiar. Nesse sentido, ele afirma que “as soluções devem contemplar estratégias que ajudem esse setor mais específico, já que ele tem um peso fundamental nos resultados do agro”.

(*) Com informações da Quist Investimentos

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