Metaverso e o Comércio Exterior

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Fábio Pizzamiglio (*)

O comércio exterior pode se transformar nos próximos anos e essa mudança já pode ser observada na atualidade. Com o avanço da tecnologia do metaverso, que cada vez mais toma forma, os negócios internacionais podem ser transformados para sempre. Mas como ele pode mudar o mundo?

O metaverso em si pode facilitar o mercado internacional por meio da quebra da fronteira linguística e diminuição das fronteiras físicas. Um exemplo disso seria um empreendedor aqui do Brasil participando de uma feira de produtos na China, sem sair de casa. Com isso, ele pode buscar os melhores investimentos e aproveitar a tradução simultânea para melhor se comunicar.

Esse universo tem a projeção de movimentar cerca de US$ 800 bi até 2024, segundo os dados da Bloomberg Intelligence. Atualmente já existem iniciativas sendo realizadas por meio do metaverso, como é o caso da criação da uma embaixada de Barbados no Decentraland, algo que movimentou os noticiários em 2021.

Mas não apenas nos acordos de diferentes nações que a tecnologia pode ser aplicada. Se ganhar o público, ele poderá economizar através de prévias virtuais de produtos e passeios por centros industriais, no outro lado do mundo, por meio da virtualização. Com o avanço da tecnologia na última década, isso tem impacto direto no comércio exterior, que pode se expandir ainda mais e chegar a novos mercados.

Dubai é um exemplo claro do uso das novas tecnologias. Lá, já houve a adoção das criptomoedas e a criação de um órgão supervisor do mercado metaverso. Mas se todo esse movimento se tornará, de fato, algo transformador, só o tempo dirá. Ainda é cedo para traçar como essa nova tecnologia impactará os negócios internacionais.

Também é válido pensar no impacto logístico que isso pode significar, com cada vez mais pessoas aderindo à tecnologia e consumindo por meio dela, maior será a demanda para fazer com que os bens cheguem até os consumidores. E isso já deve ser refletido por todos que atuam na área do comércio internacional.

Porém, por mais que esse conceito seja relativamente novo, o certo é que ele movimenta grandes empresas do mundo, fazendo com que o Facebook mudasse o nome para Meta e a Microsoft realizasse aquisição de novas companhias para ampliar seus negócios. Ainda é cedo para afirmar que tudo isso vai permanecer. O certo é que as novas tecnologias podem auxiliar na construção de um mundo cada vez mais globalizado, onde fronteiras sejam derrubadas.

(*) Fábio Pizzamiglio é diretor da Efficienza

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