Migração do consumo para a internet consolida o e-commerce como canal para vender no Brasil, diz ACSP

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São Paulo – Investir no e-commerce, na profissionalização, na digitalização e buscar instituições que possam ajudar no apoio ao comércio exterior são algumas das medidas que precisam ser adotadas por uma empresa que vende seus produtos para o Brasil e perdeu seus parceiros nesta crise. A sugestão é do vice-presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e coordenador da área de Comércio Exterior da instituição, Roberto Penteado de Camargo Ticoulat.

Ele explica que a pandemia acabou por consolidar uma tendência que já se desenhava antes da crise: a de pequenas, médias e grandes empresas migrarem cada vez mais para o e-commerce. Por este motivo, a própria ACSP realizou eventos e viagens com o objetivo de expandir o conhecimento sobre o varejo digital antes mesmo que o coronavírus se espalhasse.

“A economia está se adequando a atender através do e-commerce. A ACSP esteve com o maior grupo de pequenas e médias empresas há alguns anos para visitar a NRF (feira e congresso do setor de varejo realizados em Nova York) e depois ir ao Vale do Silício (região dos Estados Unidos em que se concentram as grandes empresas de tecnologia) para conhecerem as oportunidades de e-commerce junto a Google, Facebook entre outras empresas. Por isso afirmamos que a crise acabou por acelerar este processo de e-commerce”, diz.

Mesmo com os esforços que a instituição empreendeu no passado, uma nova realidade e novos desafios se impuseram tanto para o exportador como para o importador, segundo o economista da ACSP Marcel Solimeo (foto acima). “A pandemia impactou principalmente os pequenos, mas no caso dos pequenos importadores, a alta do dólar e o aumento dos preços acentuaram ainda mais o peso nos negócios. A expectativa daqui para a frente é de que a moeda se estabilize à medida que a vacinação vá avançando pelo Brasil”, afirma.

Recentemente, afirma Ticoulat, a instituição realizou encontros virtuais e presenciais com empresas que atuam com comércio exterior. “Já temos excelentes contatos com várias representações diplomáticas e indústrias promovendo encontros com possíveis interessados. Nós temos expertise e podemos realizar esta função (de aproximar vendedores e compradores)”.

No entanto, diz Ticoulat, mesmo com o apoio de instituições como a ACSP e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o pequeno empreendedor precisa fazer a sua parte. “Temos todos, independente do tamanho, trabalhar para se profissionalizar e se preparar para atingir seus consumidores potenciais. O caminho passa por reorganização, estabelecimento de metas e objetivos e planejar suas ações.”

(*) Com informações da ANBA

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