Ministério pretende agregar 200 novos mercados às exportações de Mato Grosso do Sul até o final do ano

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Campo Grande (MS) – Proteína e subprodutos bovinos; lácteos, como doce de leite e peixes do tipo tilápia, foram apontados pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Orlando Ribeiro, como oportunidades para as exportações sul-mato-grossenses. Ribeiro deu detalhes sobre o tema durante as comemorações dos 70 anos do  Sindicato Rural de Campo Grande, Rochedo e Corguinho (SRGC), que se estende até este sábado (10).

Segundo o Mapa, os principais produtos exportados pelo estado atualmente são carne bovina, celulose e soja em grãos, todos com uma grande dependência da China. “Esse fenômeno se repete em diversos outros setores, em menor e maior grau, o que também é natural, uma vez que a China é o maior mercado consumidor do mundo. Contudo, pode se trabalhar para aumentar a participação dos produtos sul-mato-grossenses em mercados de outros parceiros importantes, como é o caso da carne bovina, que já chega ao Chile, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes, Estados Unidos e Filipinas”, aponta Orlando Ribeiro.

Desde o início da gestão da Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, foram abertos 149 mercados, para produtos do agronegócio brasileiro. A pasta trabalha sobre a meta de atingir 200 novos mercados, ao final deste ano.

Em 2020 a carne bovina de Mato Grosso do Sul chegou a 59 estados. “É um caso de sucesso, quanto a diversificação de destinos, mas nem por isso, pode ser deixado de lado. A carne de Mato Grosso do Sul poderá, em breve, ser exportada par ao Iêmen e Indonésia. A Tailândia, abriu o mercado em maio do ano passado e exportamos para lá”, destaca o secretário do Mapa.

Segundo ele, carne em conserva e miúdos, estão entre os subprodutos do boi que poderão ser exportados para Argentina, África do Sul, China, Egito e Singapura. A maioria desses países já compram carne do estado. Além disso, o mercado de embriões e sêmen bovino foram abertos recentemente para sete países.

“O estado ainda não exporta, mas tem grande potencial para exportar lácteos”, afirma Ribeiro, ao apontar que houve tentativa de exportação de doce de leite em 2018 e 2021, mas com valores muito baixos. “Mato Grosso do Sul teve o primeiro selo arte para doce de leite do Brasil. Acredito que os produtores podem se preparar para exportação e há programa do Governo Federal para isso”, completou.

Outro mercado com bastante potencial, de acordo com o representante do Mapa, é o de pescados, o produto mais transacionado no mundo. Dados do Mapa sinalizam que estamos com uma participação muito pequena no comércio internacional. “É um mercado que vem crescendo e a tilápia no estado, já chega com valores significativos nos Estados Unidos. Esse é um produto que pode ter suas exportações amadurecidas e destinos diversificados. Arábia Saudita e Marrocos, por exemplo, conta com adidos, que podem colaborar com a busca por compradores”, enfatizou, ao lembrar que redes de contato, o sistema S, missões comerciais e feiras internacionais, são alternativas para se apresentar os produtos sul-mato-grossenses aos estrangeiros.

O evento de comemoração dos 70 anos do Sindicato Rural de Campo Grande, Rochedo e Corguinho, se estende até o próximo sábado (10), com mais apresentações sobre irrigação, nutrição animal e capacitação. As palestras são gratuitas, pelo site: srcg.com.br.

(*) Com informações do SRCG

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