Ministro da Economia do Chile diz que Mercosul e Aliança do Pacífico não são contraditórios

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(*) Da Redação

São Paulo – Ao participar nesta terça-feira (4), em São Paulo, do Seminário Brasil-Chile – Ampliando Negócios e Investimentos, o ministro da Economia, Fomento e Turismo do Chile, Luis Felipe Céspedes, afirmou que “o Mercosul e a Aliança do Pacífico não são blocos contraditórios. São consistentes e, por isso, estamos promovendo o trabalho conjunto dessas duas instituições visando sua integração econômica”.

O ministro chileno, que veio ao Brasil para uma visita de promoção comercial junto aos empresários brasileiros com o objetivo de atrair investimentos para seu país, participou do seminário na capital paulista, onde fez uma explanação sobre a economia chilena e ressaltou os atrativos que seu país oferece aos investimentos estrangeiros.

Luis Felipe Céspedes afirmou que “O Chile é um país com instituições respeitadas e com uma estabilidade macroeconômica significativa, com uma inflação ao redor de 3% ao ano e uma política fiscal e monetária contracíclica e muito forte. Além do mais, o Chile  tem acordos de comércio com um grupo de países que detêm 85% do Produto Interno Bruto mundial e cerca de 63% da população do planeta”.

Por iniciativa da presidente chilena, Michelle Bachelet, o Mercosul (composto por Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Venezuela) e a Aliança do Pacífico (México, Colômbia, Peru e Chile) terão um encontro de chanceleres no dia 24 de novembro em Santiago.

O seminário em São Paulo, organizado pelas agências oficiais ProChile (exportações) e CieChile (investimentos) e as associações empresariais Sofofa, chilena, e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) abordou possibilidades de negócios bilaterais.

Nesse sentido, Céspedes ressaltou que a presidente Michelle Bachelet propôs uma “agenda transformadora de longo prazo” nos planos energéticos, tributários e educativos e avaliou que a promoção de produtos chilenos para o mundo visa diminuir a “má distribuição de renda”.

Na opinião do ministro Luis Felipe Céspedes, o Chile oferece ao Brasil excelentes oportunidades de acesso aos países da região Ásia-Pacífico, contribuindo também para reforçar as relações comerciais bilaterais. Ele lembrou ainda que o Brasil é o quarto maior parceiro comercial do Chile, atrás da China, Estados Unidos e Japão.

De acordo com os dados da ProChile, a agência de promoção exportadora chilena, o fluxo comercial bilateral em 2013 foi de US$ 9,288 bilhões, com US$ 4,853 bilhões de exportações brasileiras.

Ainda segundo o ProChile, as exportações chilenas para o Brasil no período janeiro/setembro tiveram um aumento de 11% e pela primeira vez 56% do volume exportado pelo Chile correspondeu a produtos diferentes do cobre.

“O Brasil é um parceiro extremamente relevante. O Chile tem uma logística privilegiada, tem acordos de livre-comércio com 85% do que se produz no mundo e é uma plataforma interessante com eficiência para chegar aos mercados internacionais”, comentou Céspedes.

Segundo o ministro, o desenvolvimento de inovação e tecnologia deverá dar ao Chile um salto produtivo, sobretudo no setor que mais domina historicamente, a produção de cobre.

“Queremos investimentos para desenvolver a robótica e a tecnologia a serviço da mineração, não apenas do cobre”, disse Céspedes, citando como exemplo deste avanço a Austrália.

(*) Com informações de Agências

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