Na contramão da AEB, CNI e Secex, BC projeta superávit comercial de US$ 52,50 bilhões em 2020

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Da Redação

Brasília – A balança comercial brasileira deverá fechar o ano com um superávit de US$ 52,50 bilhões, de acordo com o Boletim Focus, publicação divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com  estimativas para os principais indicadores econômicos do país. Semana passada, a expectativa era de um saldo positivo de US$ 47,75 bilhões. Há um mês, o Focus projetava um superávit de US$ 43,35 bilhões.

A estimativa dos analistas de mercado consultados pelo BC vai na contramão das projeções realizadas por algumas das mais importantes instituições ligadas ao comércio exterior e à indústria nacionais. Contraria até mesmo a previsão divulgada pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, que aposta num saldo de US$ 46,6 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 199,8 bilhões e importações da ordem de US$ 153,2 bilhões.

Igualmente bem menos otimistas são as previsões anunciadas no início do ano –e que serão revistas em breve- pela Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) e pela Confederação Nacional da Indútria (CNI).

A AEB deverá divulgar no mês de julho a revisão da balança comercial em 2020 e enquanto isto não acontece, segue prevalecendo a estimativa veiculada no final de 2019, que antecipava um superávit comercial de US$ 26,13 bilhões, resultado de exportações  no montante de US$ 217,34 bilhões e importações no total de US$ 191,211 bilhões.

No último dia 5 de maio, a CNI divulgou uma revisão de suas expectativas em relação ao desempenho do comércio exterior em 2020, considerando os primeiros efeitos causados pela pandemia de Covid-19 no fluxo de comércio exterior brasileiro.

De acordo com a instituição, a pandemia do novo coronavírus deve resultar em uma queda de US$ 25 bilhões nas exportações brasileiras em 2020 e a CNI projeta que o Brasil venderá ao exterior US$ 205 bilhões, ante expectativa de US$ 230 bilhões feita no fim de 2019.

A estimativa para o saldo comercial passou de US$ 38 bilhões para US$ 36 bilhões. A projeção é que as importações alcancem US$ 169 bilhões, ante US$ 192 bilhões projetado anteriormente.

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