Na Copa do Catar quem tem tudo para dominar é a França, que pode conquistar o bicampeonato

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São Paulo – Vinte anos depois de atropelar o Brasil e vencer a Copa de 1998 em casa, a França voltou a ser campeã mundial, daquela vez na Rússia. E para 2022, no Catar, os franceses são também os favoritos e será uma surpresa se não conseguirem pelo menos chegar longe.

Desde que venceu a Copa em 2018 já se falou que a possibilidade de um bi seguido, algo que não acontece desde o Brasil em 1958 e 1962, estava posta. Há vários argumentos para sustentar isso e as casas de apostas concordaram, colocando o time de Mbappé e companhia como favorito, ou seja, com as menores odds nas apostas de longo prazo.

Por que a França é tão respeitada?

Algumas vezes uma equipe ganha uma Copa do Mundo mas está claramente no fim de um ciclo e a renovação sempre é complicada.

Não é o caso da França: Kylian Mbappé fez uma Copa de Pelé em 58, mas um pouco mais “velho”, do alto de seus 19 anos. Antoine Griezmann teve um mês sensacional com 27 anos. Paul Pogba tinha 25 anos e Kanté tinha 27.

Todos eles chegarão ao Catar ainda nos seus auges físicos e a renovação aos poucos veio trazendo mais peças. Thomas Lemar, do Atletico de Madrid, terá 26 anos na Copa de 2022. Presnel Kimpembe, titular do PSG, também terá 26 anos. Marcus Thuram, filho de Lilian Thuram, campeão em 1998, é monitorado por Barcelona e Real Madrid e com 23 anos já tem boas atuações no Borussia Monchegladbach.

Ou seja, a espinha dorsal do time campeão foi mantida, novas peças mantém a competitividade e podem assumir a posição em caso de lesões ou queda de rendimento e Kylian Mbappé terá apenas 23 anos e uma Copa do Mundo já na conta quando chegar no Catar pronto para provar que pode ser o melhor do mundo por anos e anos.

Antes da Copa teremos a Eurocopa, que foi adiada em 2020. Esse será um excelente termômetro para entender se essa superioridade realmente se mostrará em campo. As odds e os handicaps são favoráveis aos gauleses.

Para explicar rapidamente o que é handicap, ele é o entendimento de uma casa de apostas que um time específico é favorito e por isso, para igualar a balança, precisa dar “um gol” para a outra equipe. Se ele mesmo assim vencer (caso bata a outra equipe por 2 ou mais gols), confirma o handicap e bate o spread.

A volta de Benzema

Um ponto não tão forte da França em 2018 era o comando do ataque. Mbappé e Griezmann deitaram e rolaram, mas Olivier Giroud não está nesse mesmo nível. O posto era para ser de Karim Benzema, mas este se envolveu em um escândalo de chantagem com seu ex-companheiro de seleção e foi banido das convocações. Com isso Benzema perdeu a chance de ser campeão do mundo, mas foi desculpado e voltou a ser convocado justo antes da Eurocopa de 2021.

O atacante do Real Madrid ainda está em excelente fase e seu estilo de jogo é perfeito para seus companheiros, porque ele é um 9 que se movimenta, abre espaços e é um ótimo garçom, como comprovou com seus anos e anos vitoriosos ao lado de Cristiano Ronaldo, que também era um híbrido de segundo atacante e centroavante.

Por todos esses fatores a França é uma grande favorita a conquistar a Copa do Mundo, mas falta mais um: a concorrência ainda não se firmou.

O Brasil segue sendo visto com desconfiança, a Argentina está sem rumo e as forças europeias são inconstantes, especialmente Espanha e Alemanha. Inglaterra, Bélgica e Portugal, com Cristiano Ronaldo e uma excelente geração, podem aproveitar esse vácuo, mas seguem um passo atrás dos atuais campeões do mundo.

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