Na Fiesp, representante do governo reforça comprometimento com agenda de negociações internacionais

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São Paulo – Alexandre Sampaio Arrochela Lobo, subsecretário de Negociações Internacionais do Ministério da Economia, esteve presente como convidado na reunião de diretoria da Fiesp, realizada na segunda-feira (9/9). Lobo havia participado recentemente do encontro do Conselho Superior de Comércio Exterior (Coscex) da entidade, no final de agosto e, na ocasião, fez uma contundente análise sobre os detalhes do acordo entre União Europeia (UE) e Mercosul. Vinte dias após sua primeira visita, voltou à sede da Federação e demonstrou que o governo tem mantido uma agenda intensa de negociações com outros países e bloco econômicos.

“Nós temos uma orientação muito clara de fazer uma inserção mais incisiva do Brasil nas cadeias globais de valor, assim como uma visão muito clara sobre o caminho que deve ser perseguido e como atingir esse objetivo”, disse o subsecretário.

Ele comemorou a conclusão do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), grupo composto por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein, que concentra 14 milhões de habitantes, um PIB de 1,1 trilhão e 29 acordos de livre comércio assinados, dos quais 40 países fazem parte.

O EFTA não tem um cronograma de desgravação, ou seja, todas as preferências tarifárias concedidas pelo grupo entrarão em vigor no primeiro dia do acordo, um benefício interessante em relação à oferta feita pela UE, que impôs prazo de abertura para os bens industriais de até 10 anos. É importante ressaltar que 100% do setor industrial foi ofertado pelo EFTA. Do lado do Mercosul, as ofertas industriais e agrícolas alcançaram 97% e 98% do comércio, respectivamente.

“Em termos de acordo, houve participação no comércio bem maior com o EFTA do que comparado com a União Europeia”, afirmou Lobo. “Nós tivemos ofertas concedidas pelo bloco nunca antes concedidas a outros países exportadores agrícolas”, acrescentou o subsecretário.

Lobo também revelou que nos últimos dias fechou um acordo automotivo com a Argentina e recebeu sinalização positiva do México em relação à ampliação do acordo que hoje contempla 1 mil produtos nacionais, o equivalente a apenas 10% da pauta brasileira.

Colômbia, Canadá, Singapura e Coreia do Sul completam a lista de países com os quais o Brasil tem negociações em andamento. A expectativa do governo brasileiro é concluir as conversas com Canadá e os países orientais no próximo ano e ampliar o acordo de quotas no setor automotivo com a Colômbia o quanto antes.

“Estive a semana passada toda na Colômbia, um país com quem temos buscado estabelecer um acordo de livre comércio também no setor automotivo e destravar o congelamento do cronograma de desgravação de produtos agrícolas e industriais”, contou Lobo.

Futuros acordos com o Japão e os países que constituem o Acordo de Associação Transpacífico (TPP) também estão na mira do governo brasileiro.

(*) Com informações da Fiesp

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