O Brasil está importando menos de quase todo o mundo. Compras da Nigéria desabam 59,32%

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Da Redação

Brasília –  As importações brasileiras acumulam uma queda de 24,66% no período janeiro/agosto de 2016 mas as compras realizadas em alguns dos principais parceiros comerciais do País tiveram uma contração muito mais acentuada nesse período. Foi o que aconteceu no caso da Nigéria. Nos oito primeiros meses do ano, as importações de produtos nigerianos sofreram uma redução de 59,32% e somaram pouco mais de US$ 1,089 bilhão. Em igual período de 2015 a Nigéria exportou para o Brasil produtos no valor de US$ 2,669 bilhões.

De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), até o mês de agosto a Nigéria contabiliza um superávit de US$ 1,593 bilhão no comércio com o Brasil. Um número expressivo mas infinitamente inferior aos saldos alcançados pelos nigerianos nos últimos anos. Em 2013, por exemplo, o superávit nigeriano atingiu a impressionante cifra de US$ 8,772 bilhões, resultado de exportações nigerianas no montante de US$ 9,648 bilhões e importações brasileiras no total de US$ 876 milhões.

A redução significativa do superávit nigeriano  de janeiro a agosto deste ano deveu-se ao corte acentuado nas importações de petróleo e gás natural, os dois principais produtos vendidos pela Nigeria ao Brasil.

No período, as vendas de petróleo bruto despencaram 58,9% e somaram US$ 826 milhões. A redução nas vendas de gás natural foi ainda mais elevada: 63,3% para US$ 218 milhões. Juntos, petróleo (76%)  e gás (20%)  responderam por 96% de todo o volume exportado pela Nigéria para o Brasil. A queda aguda das exportações fizeram com que as vendas globais do país africano se situassem no mais baixo patamar dos úlimos anos.

Do lado brasileiro, os oito meses de 2016 mostram um ligeiro crescimento (7,70%) das exportações, que somaram US$ 504 milhões no período. As vendas de produtos básicos, que têm uma participação de 4,8% em todo o volume exportado pelo Brasil para a Nigéria, tiveram uma queda de 30,8% para US$ 23 milhões. Os semimanufaturados apresentaram uma alta de 50,8% e geraram uma receita de US$ 330 milhões. Esses produtos respondem por 65,5% das exportações para a Nigeria. No tocante aos produtos manufaturados, com uma participação de 30,0% nas exportações totais para o país africano, os dados do MDIC mostram uma redução de 30,6% e as vendas somaram US$ 151 milhões.

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