O leilão do 5G vai, finalmente, acontecer e todos ganham com isso

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Carlos Eduardo Sedeh (*)

O edital do leilão do 5G foi aprovado há poucos dias pelo TCU (Tribunal de Contas da União). Após um longo período de espera – afinal, era inicialmente previsto para o início de 2020 – a venda das faixas deve ocorrer em outubro. O caminho até aqui foi conturbado, com diversas discussões sobre regulamentações e outros temas, mas essa concretização é uma boa notícia para todos, sociedade civil, Governo e empresas.

De acordo com as estimativas oficiais, até dezembro, as capitais dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro já devem receber cobertura com a tecnologia; as demais, até julho de 2022. A expectativa é que o 5G trará uma mudança real na vida de todos, pois, toda evolução experimentada até o momento não chega nem perto da transformação que essa nova versão de transmissão de dados representa e todas as aplicações que podem ser originadas a partir dela.

Na transição do 2G para o 3G e depois para o 4G, e nas diversas versões intermediárias dessas tecnologias, havia somente um upgrade, com refarming de alguns equipamentos. Já a rede 5G representa uma tecnologia nova. Sua topologia de rede é completamente diferente, a transmissão das ondas é muito mais rápida, porém mais curta – por isso, a necessidade de um maior número de pontos, na comparação com as anteriores e se faz necessária a interligação dos pontos das antenas com fibra óptica.

Para além da infraestrutura, a diferença da quinta geração de conexão móvel é também a nova classe de serviços proveniente dela. Suas redes muito mais rápidas – partindo de no mínimo 500 Mpbs – e com baixíssima latência, serão essenciais para o avanço do IoT (Internet das Coisas). Isso irá proporcionar uma verdadeira transformação na dinâmica das relações entre pessoas e máquinas, com cada vez mais dispositivos conectados e autônomos, usando extensivamente a inteligência artificial e o machine learning para antever situações e tomar decisões.

Telemedicina, carros autônomos, smart grids/cities, digitalização da sociedade. Tudo isso, a partir de agora, começa a se tornar realidade. Essas aplicações que podem até parecer futuristas, finalmente, passam a se desenhar no presente para a população do país, pela iminente chegada do 5G. A tecnologia trará, sem dúvidas, mudanças irreversíveis. E isso é muito bom.

(*) Carlos Eduardo Sedeh é CEO da Megatelecom, empresa que oferece serviços personalizados na área de telecomunicações e Diretor Executivo da Telcomp (Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas).

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