Organizadores projetam crescimento de 60% para a segunda edição da Anufood Brasil em fevereiro

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São Paulo – A segunda edição da feira de alimentos Anufood Brazil ocorrerá de 09 a 11 de fevereiro de 2020. Para anunciar as perspectivas econômicas do setor e a programação da mostra, houve um encontro de líderes na manhã desta quarta-feira (04) na Fundação Getulio Vargas (FGV), em São Paulo. Na ocasião, foi assinado um memorando de entendimento entre a Anufood e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) com a presença do presidente da entidade, Sergio Segovia (esq., na foto).

Segundo o diretor-geral da Koelnmesse Brasil, empresa responsável pela organização da Anufood, Cassiano Facchinetti, os objetivos da feira são servir como o principal palco dos alimentos brasileiros e promover a qualidade e variedade de produtos que o Brasil oferece ao mundo. “Esperamos um crescimento de 60% da feira em sua segunda edição e mais de dez mil visitantes; já temos 56% mais empresas pré-credenciadas”, disse o diretor.

“Com o acordo de cooperação, a Apex-Brasil irá apoiar e promover a feira em âmbito nacional e internacional com o foco estratégico na exportação de alimentos e bebidas, elevando o evento a um outro patamar de visibilidade e qualidade. A Apex-Brasil já é parceira da Koelnmesse na Anuga e em diversas outras feiras pelo mundo, e no Brasil não poderia ser diferente”, acrescentou Facchinetti. A Anuga é a maior e mais importante feira de alimentos do mundo, e ocorre em anos ímpares em Colônia, na Alemanha.

“Estaremos juntos empenhados em ampliar a visibilidade do evento. Atuaremos junto aos nossos parceiros do setor de alimentos e bebidas e também de modo geral junto ao grande público de interesse, incluindo empresas e instituições especializadas no Brasil e no exterior que possam ser alcançadas via nossa base de dados e nossa rede de escritórios no exterior”, disse Segovia.

“A Agência se sente honrada por estar ao lado de um importante player da iniciativa privada global e por poder apoiar uma plataforma geradora de negócios internacionais que tendem a alcançar de modo cada vez mais amplo as empresas brasileiras, incluídas as centenas que integram as entidades de classe conveniadas com a Apex-Brasil por meio de projetos setoriais. Com o instrumento que vamos assinar, reconhecemos o valor de uma vitrine que serve ao propósito de confirmar o potencial do Brasil Agro no cenário global. Confio que nossa parceria tem tudo para proporcionar resultados excelentes”, completou o presidente da Apex.

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Press Release / Encontro de Líderes reuniu representantes do setor de alimentos e bebidas

Facchinetti disse que a parceria tem foco em exportação. “A partir de agora a Apex-Brasil é uma apoiadora oficial da Anufood Brazil. A ideia é que, juntos, a gente consiga dar mais visibilidade para os produtos brasileiros lá fora, ajudando as empresas a participar na feira aqui e também trazendo mais compradores internacionais para conhecer os produtos regionais aqui no Brasil”, completou.

Segundo ele, eventos paralelos à feira incluirão o Congresso Anufood Brazil, com palestra de abertura da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e fala sobre perspectivas econômicas com o ex-ministro da Fazenda, Joaquim Levy, entre outros temas relacionados ao setor. A feira oferecerá ainda rodadas de negócios com quarenta compradores internacionais.

O Ministério da Agricultura e Abastecimento (Mapa) terá um estande institucional na Anufood. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) contará com um pavilhão na feira, que contará também com oficinas de pizza e workshops. A Câmara de Comércio Árabe Brasileira também participará com um pavilhão que deve reunir quinze empresas árabes no evento. As inscrições estão abertas.

Participaram da mesa, além de Segovia e Facchinetti, o diretor adjunto da FGV Projetos, Irineu Frare, o presidente da Invest São Paulo, Wilson Mello, o diretor técnico da Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas não Alcoólicas (Abir), Igor Castro; o diretor de assuntos institucionais do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), Luis Madi; o presidente executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi), Claudio Zanão; a diretora executiva da Abiec, Liège Nogueira; o diretor de marketing da Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores de Produtos Industrializados (Abad), Rogério Oliva; e o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Percival Maricato.

Perspectivas

As palestras do evento desta quarta-feira foram “Panorama 2020: o que esperar para a economia”, com o economista Felippe Serigati, e “A indústria de alimentos e bebidas no Brasil em 2030”, com Luis Madi. Serigati mostrou um olhar otimista sobre a economia do País para o ano que vem e afirmou que o que puxou o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre, de 0,6%, foi o consumo das famílias, entre outros fatores.

Madi informou que o Brasil é o terceiro maior exportador de alimentos do mundo, perdendo apenas para a União Europeia e os Estados Unidos, e que vende para mais de 180 países. “Exportamos 20% do que é produzido, seríamos o último país a ter uma crise de alimentos. Nenhum outro país do mundo tem o potencial produtivo do Brasil para o setor de alimentos”, afirmou. Ele destacou como potenciais os produtos de qualidade premium e os regionais e naturais, como tapioca, chocolate e açaí.

No evento, Segovia aproveitou para anunciar a abertura do escritório comercial da Apex em Jerusalém, no dia 15 de dezembro. À ANBA, ele disse que o escritório será voltado a startups, principalmente empresas de alta tecnologia.

“Se houver alguma coisa de produção da região que envolva a nossa área de negócios lá, é pragmático, é aberto a qualquer país que esteja na área. Nós temos o escritório em Dubai que é voltado para o mercado indiano e do Oriente Médio. Independente da questão árabe-israelense, não tem nada disso. Nós estamos abrindo um escritório lá em razão da nossa inteligência comercial ter prospectado que é uma área fantástica para atrair tanto investimentos para empresas startups no Brasil, quanto para empresas brasileiras aprenderem com o ecossistema israelense que é fantástico”, explicou.

(*) Com informações da ANBA

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