Países árabes respondem por 4,6% das exportações de café com receita de US$ 166 milhões até outubro

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São Paulo – As exportações de café do Brasil para os países árabes cresceram 8,1% de janeiro a outubro deste ano sobre o mesmo período do ano passado, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (11) pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). Foram exportadas 1,61 milhão de sacas de café ao mundo árabe nos dez primeiros meses deste ano, acima das 1,49 milhão de sacas do mesmo período de 2019.

A receita gerada com as vendas de café aos árabes, porém, foi 4% menor no mesmo comparativo. Foram US$ 166,4 milhões de janeiro a outubro deste ano contra US$ 173,5 milhões em iguais meses do ano passado. Isso significa que o Brasil vendeu café com preços menores para a região. Levando em conta o volume, os árabes responderam por 4,6% de todo o café que o Brasil exportou até outubro, um pouco acima dos  4,3% dos dez primeiros meses do ano passado.

Apesar do crescimento, os árabes estão longe do topo na lista dos principais mercados do café brasileiro no exterior. Nos dez primeiros meses deste ano, a Europa respondeu por mais da metade das compras, com 51,8%, e a América do Norte por 22,9%. Por país, os maiores destinos da exportação foram Estados Unidos, Alemanha, Bélgica, Itália, Japão, Turquia, Rússia, Espanha e Canadá.

No geral, a exportação de café do Brasil avançou 1,9% em volume de janeiro a outubro, somando 35 milhões de sacas, e 3% em receita, com US$ 4,4 bilhões. Em reais, as vendas somaram R$ 22,77 bilhões, alta de 35,2%. A receita e o volume foram os maiores dos últimos cinco anos para o período e o preço médio da saca cresceu 1% sobre 2019. O café arábica respondeu por 78,4% das vendas.

Em outubro individualmente o Brasil exportou 4,1 milhões de sacas de café, com aumento de 11,5% em relação a igual mês de 2019, um novo recorde em exportações para outros e o segundo maior embarque mensal deste ano. A receita cambial gerada pelos embarques foi de US$ 509,6 milhões, com crescimento de 8,5% em relação a outubro do ano passado. Na conversão em reais, o valor atingiu R$ 2,9 bilhões, com alta de 49,4% sobre o mesmo mês de 2019.

(*) Com informações da ANBA

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