Para incentivar o turismo seguro, a Itália planeja implantar passe sanitário de visitantes estrangeiros

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São Paulo – Alguns países planejam reabrir as fronteiras para receber os turistas que deixaram de viajar por conta da pandemia do novo coronavírus. Com o avanço da vacinação, principalmente na Europa e nos Estados Unidos, e a diminuição das medidas de restrição, a expectativa é de que o número de voos internacionais aumente e o setor de viagens e turismo comece a se recuperar gradualmente após um longo período de idas e vindas.

Um dos países mais afetados pela pandemia e que hoje vê os índices de contágio e óbitos caírem diariamente, a Itália estuda uma forma segura de retomar o turismo, que corresponde a 13% do PIB nacional e foi gravemente afetado pelo fechamento das fronteiras. O governo quer instituir um tipo de passe sanitário, que ateste se o turista estrangeiro está vacinado contra o coronavírus. Além disso, outras medidas serão implementadas, como testes rápidos para a covid-19 antes do embarque em trens e postos de controle em pontos turísticos.

O governo italiano começou a colocar o plano em prática e iniciar os preparativos para a temporada de verão ainda em maio (no hemisfério norte, o verão começa em meados de junho), para aproveitar a alta temporada na Europa, quando um maior número de turistas visita os países do bloco. Vale ressaltar que a Itália está se antecipando ao passaporte sanitário, que deverá ser apresentado de forma digital, no celular ou notebook, ou impresso e que será adotado pela União Europeia (UE) no próximo mês. As diferenças entre os dois passaportes – o italiano e o da UE – não foram explicadas.

Enquanto isso, algumas regiões da Itália já estão se preparando para criar os próprios passes. Com isso, pessoas que provarem estar vacinadas, curadas ou testadas contra a covid-19 poderão frequentar bares, restaurantes e outros ambientes fechados que voltaram a reabrir no fim do mês passado, mas somente com mesas externas. Aliado ao plano de retomada do turismo no país, o governo pretende reservar 1,7 bilhões de euros a empresas e profissionais do setor que perderam renda durante a pandemia.

Conforme as medidas de restrição diminuem e a compra de passagens aéreas volta a ganhar força, os países estudam a melhor maneira de receber turistas com segurança. Com a implantação do passaporte sanitário no continente europeu, a expectativa é de que as pessoas se sintam mais seguras para viajar e retomem planos adiados. Outros países fora da UE também estão começando a discutir a viabilidade de um passe que permita o ingresso e a circulação de pessoas em seus territórios.

(*) Com informações da Conversion

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