Participação na feira Big 5 pode render até US$ 4,6 milhões para empresas brasileiras

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Dubai – As oito empresas brasileiras que participaram da feira da indústria da construção Big 5 esperam fechar até US$ 4,6 milhões em negócios nos próximos 12 meses como resultado de contatos feitos durante o evento. A mostra terminou nesta quinta (24) em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

Aurea Santos/ANBA

Alaby destacou bons contatos feitos pelas empresas
Alaby destacou bons contatos feitos pelas empresas

“O valor está dentro da expectativa que tínhamos, considerando as exportações brasileiras ao Golfo, que cresceram 23% no último ano, só no setor de material de construção”, disse Michel Alaby, diretor-geral da Câmara de Comércio Árabe Brasileira. A entidade organizou a participação das companhias nacionais na exposição.

O executivo destacou que o pavilhão brasileiro estava localizado dentro do setor de decoração de interiores, e mesmo empresas que não são deste segmento conseguiram fazer bons contatos.

Alaby ressaltou ainda que empresas de mármore e granito têm interesse em participar de mais eventos na região. “Elas mostraram interesse em participar da Middle East Stone Fair”, contou ele, referindo-se a uma mostra que ocorrerá em maio do próximo ano em Dubai e que também terá a presença da Câmara Árabe.

Metade das empresas presentes no pavilhão brasileiro na Big 5 fechou negócios ainda durante a feira. Uma delas foi a Embramaco, de porcelanato e pastilhas. “Fechamos uma venda de porcelanato para um distribuidor do Paquistão e, provavelmente, vamos fechar mais três ou quatro negócios iniciados na feira”, revelou Álvaro da Silva, gerente de exportação. Segundo ele, as negociações em andamento são com clientes da Argélia e dos Emirados.

A Imetame, de mármores e granitos, também recebeu pedidos. “Fechamos dois contêineres de granito para um cliente novo da Arábia Saudita”, disse Adriano Duarte, CEO da empresa. De acordo com ele, o valor da venda é de cerca de US$ 30 mil. Ele elogiou o bom volume de contatos que a feira rendeu. “Nós saímos daqui com contatos para movimentar ao longo do ano e transformar em venda”, afirmou.

Aurea Santos/ANBA

Duarte, da Imetame: venda para novo cliente saudita
Duarte, da Imetame: venda para novo cliente saudita

A Itagres, de porcelanato, havia fechado duas vendas até o segundo dia da feira. No último dia do evento, o balanço da empresa foi de cinco vendas feitas durante a Big 5 para os Emirados, Bahrein, Sudão, Paquistão e Kuwait. No total, os negócios feitos dentro do evento somam cerca de US$ 120 mil.

Para Marcos Inácio, gerente de vendas da empresa, apesar de um número menor de visitantes, os contatos da feira deste ano foram mais qualificados que os da edição anterior. “Veio gente realmente interessada, com projetos em andamento e procurando coisas diferentes”, destacou o executivo. A expectativa de negócios da companhia a partir dos contatos da feira é de US$ 900 mil.

César Costa, gerente de exportação da Pincéis Atlas, disse estar satisfeito com os resultados obtidos na Big 5. “Quem vem conversar com você tem a ver com o seu produto. Raramente temos uma conversa [na Big 5] que não tenha continuidade”, ressaltou. A empresa já esteve em outras duas edições da feira.

Ana Paula Pedersetti, coordenadora de exportações da Tramontina, de pias e cubas, contou que fez mais de cem contatos durante a feira. “Tenho possibilidade de negócios aqui (Emirados), na África e estamos prospectando outros no Oriente Médio”, disse. “Nosso objetivo na feira é mostrar a marca. Vemos que isso faz diferença”, afirmou, ressaltando que a marca participa da feira há cinco anos e que essa presença constante “mostra confiabilidade” aos clientes da região.

A Marbrasa, de mármores e granitos, sai da feira com mais de uma centena de contatos feitos, de acordo com Henrique Tyrone, gerente comercial da empresa. “São contatos muito diversificados, com arquitetos, designers, fabricantes e distribuidores de diferentes países, como Irã, Kuwait, Emirados, Omã e Arábia Saudita”, disse. “Acredito que o momento aqui está adequado para iniciar relacionamentos comerciais e obter resultados mais para frente”, apontou.

Adolfo Meldau, gerente de produto da Cipatex, que produz geomembranas impermeabilizantes de PVC, disse ter feito bons contatos com potenciais clientes dos Emirados, Catar, Arábia Saudita e Índia.

A Delta Porcelanato, que fechou suas primeiras vendas aos países árabes esta semana na Big 5, leva para o Brasil contatos com possíveis compradores de 22 países. “Aqui, você tem acesso aos grandes tomadores de decisão, que são diretores, gerentes e donos”, destacou Geraldo Costa, gerente de exportação.

Nahid Chicani, diretor da Câmara Árabe, fez uma avaliação positiva do evento e da participação brasileira na feira. “O evento foi muito bom para as empresas identificarem distribuidores e representantes para vender seus produtos na região”, concluiu.

Fonte: ANBA

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