Pela primeira vez na história, uma mulher vai comandar a OMC; nigeriana e sul-coreana disputam o cargo

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Da Redação (*)                                             

Brasília –  Criada em  1995 para supervisionar o comércio mundial, a Organização Mundial do Comércio (OMC) terá pela primeira vez uma mulher ocupando  seu cargo máximo, de Diretor-Geral, numa disputa que envolve na reta final a nigeriana Ngozi Okonjo-Iweala e a sul-coreana Yoo Myung-hee. A escolhida substituirá o brasileiro Roberto Azevêdo no comando da entidade. O processo de seleção deverá terminar no início de novembro.

Foto: Divulgação/ www.wto.org

A nigeriana Okonjo-Iweala é uma economista com mais de trinta anos de experiência que já ocupou os cargos de ministra das Finanças e das Relações Exteriores da Nigéria. Atualmente, é diretora da Gavi, the Vaccine Alliance, uma organização internacional que trabalha para melhorar o acesso e crianças em países pobres à vacinação. Ela é considerada uma das favoritas no processo de seleção por ter obtido o apoio dos Estados Unidos, dos países da União Europeia e também do Brasil.

Foto: Divulgação/ www.wto.org

Ministra do Comércio da Coreia do Sul,  Yoo Myung-hee  já ocupou cargos na embaixada sul-coreana na China e na organização internacional Cooperação Econômica Ásia-Pacífico.

A votação é secreta e ocorre seguindo regras que priorizam o consenso, de forma que cada país é chamado a indicar suas preferências em listas que vão se afunilando até que se chegue aos dois finalistas. A etapa inicial da eleição tinha oito postulantes, mas três nomes já tinham sido eliminados antes da etapa realizada nesta quarta (6).

O resultado cria um precedente histórico para a OMC, na medida em que assegura que a 7ª Diretora-Geral se tornará a primeira mulher a liderar a organização. As duas candidatas foram escolhidas entre cinco postulantes que haviam avançado para a segunda rodada de consultas. Conhecidas as duas finalistas, a terceira fase de consultas começará em 19 de outubro e durará até 27 de outubro.

Durante este período, os membros da OMC serão solicitados em consultas confidenciais a expressar aos facilitadores uma única preferência e, com base nessas preferências, será feita uma avaliação sobre qual das duas candidatas é mais provável de obter um consenso dos membros e se tornar a sétima ocupante do cargo máximo da OMC.  Após esta terceira rodada de consultas,  será convocada outra reunião de Chefes de Delegação, na qual os resultados serão anunciados aos membros da Organização.

(*) Com informações da OMC

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