Ponta dos Ganchos tem produção própria de cachaças e recebe nova safra de seu vinho exclusivo produzido na Toscana

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Florianópolis (SC) – Tendo a gastronomia como um de seus pilares e um forte atributo que encanta seus hóspedes, o Ponta dos Ganchos Exclusive Resort investe cada vez mais nesse importante segmento da hospitalidade. Além de sua extensa carta de bebidas que inclui vinhos e destilados dos mais apurados, fomenta uma produção própria de vinho e cachaças, que são disputados por seus clientes habitués, sommeliers e connaiseurs, assim como os drinques autorais criados com as cachaças que trazem no rótulo o nome do hotel.

Em relação às cachaças, o hotel buscou um produtor catarinense, certificado, que trabalhasse em sintonia com a mais antiga tradição, para produzir as versões prata, ouro, premium e a especial 20 Anos. Sob o controle da Adega Scherer, localizada no município de Antonio Carlos e com mais de 100 anos de atuação familiar, as bebidas passam por um processo de bidestilação em alambique de cobre e padronizadas em 39 graus de graduação alcoólica, fator que garante a qualidade da matéria-prima utilizada. No rótulo, todas trazem a indicação Gancheira, em clara referência à localização do hotel – situado na Ponta dos Ganchos, em plena Costa Esmeralda.

German Bergondo, sommelier.

Quanto às características de cada uma delas, o sommelier do Ponta dos Ganchos, German Bergondo, explica que a Gancheira PDG Prata, por exemplo,passa por um processo de amadurecimento de dois anos em um tonel de 2.000 litros de madeira nacional (araribá). “O envelhecimento da bebida, em contato com a madeira, confere aromas bem pontuais em termos de sutileza na construção da identidade. Daí o buquê floral desta bebida de extrema limpidez, graças ao processo de impermeabilização interna do tonel com parafina natural”, revela.

Em relação à Gancheira PDG Gold/Ouro, traz um blend de diferentes barricas respeitando a tradição dese envelhecer a cachaça em barricas de carvalho europeu de primeiro uso de Cognac. Para este espirituoso, o processo de envelhecimento ocorre, em média, por seis anos. Sobre a fase de amadurecimento no carvalho, Bergondo explica os benefícios: “Esta fase é responsável por imprimir uma diversidade de sabores intensos que envolvem o paladar em uma onda exótica de sensações. Neste caso, o carvalho europeu tem o dom de atenuar o gosto de amêndoas e madeiras tostadas”, exemplifica.

Considerada uma das estrelas do menu de cachaças, a Gancheira PDG Premium caracteriza-se por suas qualidades excepcionais. Depois de dez anos repousando nas melhores barricas, mescla distintos néctares provenientes de barricas de carvalho norte-americano de primeiro uso para Whisky Bourbon. Neste estágio, a bebida adquire outras particularidades, entre elas aromas de baunilha e coco sem perder os sabores próprios da evolução em carvalho.

Após duas décadas de envelhecimento, a Gancheira 20 Anos PDG, com 45 graus de teor alcoólico, teve suas primeiras garrafas abertas em dezembro de 2021, no aniversário de inauguração do hotel. “Trata-se de um produto igualmente premium, porém com tempo redobrado de amadurecimento, o que justifica seu acentuado sabor e seus aromas exóticos enitidamente mais evoluídos, como amêndoas e adocicados”, avalia Bergondo, acrescentando que, em seu processo, a bebida emprega leveduras italianas. Aveludada e sutil, esta tiragem especial engarrafou apenas 50 unidades comemorativas.

Consumidas em pequenas doses e pura, as cachaças também compõem a base para um variado menu de drinques. Entre eles o PDG, elaborado com a Gancheira Gold, tangerina, folhas frescas e outros ingredientes que imprimem a esse mixpersonalidade e um sabor prolongado.

Vinho Ponta dos Ganchos

Vinho Barolo, Ponta dos Ganchos. Divulgação.

Produzido pela Fattoria Lavaccio em Pontasieve (Toscana-Itália), o Vinho Ponta dos Ganchos é supertoscano, orgânico e intenso. Em sua concepção, explica Bergondo, mescla um blend de Merlot (60%) e Syrah (40%). Quanto a todo o processo, ele explica que após a colheita manual nos vinhedos, que acontece no final de setembro, a vinificação inicia-se com um desengace suave das uvas. A fermentação e a maceração realizam-se a temperatura controlada em barricas de carvalho francês durante 25 dias com remontagens e delestagens constantes, contribuindo para o amadurecimento prévio ao blend de 12 meses em barricas.

 

“Passado esse período colocou-se o assamblage numa barrica francesa nova para envelhecer por 24 meses. Depois dessa fase foi engarrafado e finalizado com um processo de afinamento de mais 18 messes. Da safra de 2016, recebemos 1000 garrafas exclusivas”, conta Bergondo.

Em relação aos atributos desse tinto, o sommelier destaca o tom de ameixa profundo, a textura aveludada e os aromas frescos e concentrados de frutas vermelhas e pretas maduras, tabaco e pimentas. “Ao paladar, é um vinho rico e complexo com um comprimento fantástico, taninos finos e evoluídos, com notas frutadas de amora, baunilha e carvalho”, indica.

Por ocasião da comemoração dos 20 anos do Ponta dos Ganchos, a carta de vinhos do hotel foi ampliada com uma outra preciosidade: um legítimo Barollo (DOC), reserva, tinto, safra 2011, composto por 100% de uvas nebbiolo, originais da região italiana do Piemonte.  Apenas 180 garrafas que ficaram oito anos em absoluto repouso.

Quanto aos investimentos do hotel nessa produção meticulosa e artesanal de cachaças e vinho, Fernanda Makhoul, diretora de Marketing e Vendas, afirma: “A ideia de ter uma produção própria de cachaças e vinho vem de encontro ao desejo de proporcionar experiências e degustações que só podem ser encontradas aqui no Ponta dos Ganchos. Para se ter uma ideia, a nossa produção é artesanal e, por isso mesmo, pequena. Temos encomendas para a próxima safra de vinho e as cachaças, por exemplo, se esgotam rápido, pois nossos hóspedes gostam de comprar para presentear conhecedores e apreciadores da bebida”.

(*) Com informações do Ponta dos Ganchos Exclusive Resort

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