Por dentro do Catálogo de Produtos e seus objetivos

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Nathalia Amorim (*)

Atualmente, é cada vez mais perceptível o surgimento de novas ferramentas que possuem o objetivo de transformar a comunicação entre o Governo Federal e as organizações que trabalham com o Comércio Exterior. Dentro desse espectro, a criação do Novo Processo de Importação (NPI) trouxe consigo a estruturação de módulos inovadores, alinhados com a busca por mais modernização do segmento. Entre esses sistemas, o programa de Catálogo de Produtos, cuja obrigatoriedade de uso se mostra presente na Declaração Única de Importação (DUIMP), oferece ganhos significativos para as empresas.

Portanto, para aproveitar contribuições ligadas ao tópico, é de suma importância compreender a funcionalidade do módulo, bem como suas principais finalidades. Dessa forma, a companhia poderá sentir na prática as vantagens prometidas por movimentações realizadas no âmbito governamental, estimulando sua competitividade e conquistando um patamar de destaque no mercado.

A funcionalidade do módulo

Como um módulo do Portal Único de Comércio Exterior, o Catálogo de Produtos é o destino em que o importador deverá depositar o cadastro de todos os seus produtos importados. Nele, as informações serão organizadas por atributos, utilizando o apoio de mídias variadas, a exemplo de arquivos e imagens, que facilitem o processo de fiscalização e análise dos materiais concedidos.

Além de contribuir para a redução de repetições desnecessárias, a presença do catálogo impacta positivamente no preenchimento da DUIMP, dentro de um modus operandi atualizado e com muito mais agilidade. Vale destacar que os dados do produto, no formato proposto, terão seus conteúdos separados às informações relativas à operação, deixando para trás a necessidade de se introduzir determinada informação a cada etapa de importação.

O que se ganha com o Catálogo de Produtos?

Tão importante quanto compreender o funcionamento do módulo é se atentar aos benefícios de se aderir à ferramenta. Afinal, a transformação digital do Comex brasileiro justifica-se em termos práticos, reformulando o dia a dia das empresas em prol de mais competitividade e desenvolvimento. O Catálogo de Produtos procura, justamente, potencializar a qualidade na descrição dos materiais inseridos, de modo organizado e que facilite a administração por parte das autoridades oficiais. O resultado é uma comunicação orientada à segurança no que diz respeito à classificação fiscal, o que condiz com o que entendemos de Compliance nos dias atuais.

Outra característica extremamente relevante é integração e reunião de dados, permitindo que o fornecimento de informações seja realizado uma única vez, isso sob a unificação dos sistemas utilizados pelas organizações junto ao catálogo, fato que garante uma abordagem de acordo com as maiores demandas de cada negócio.

No intuito de reduzir a burocracia, componente problemático e reconhecido como um entrave histórico para os que lidam com o Comércio Exterior, o serviço governamental discutido nesse artigo vai ao encontro da urgência por simplificação na atuação dos órgãos anuentes, exigindo uma resposta abrangente do meio empresarial, para que todas essas iniciativas sejam absorvidas internamente. Dito isso, é imprescindível que as lideranças corporativas visualizem a implementação tecnológica como uma opção capaz de viabilizar um novo modelo de realidade operacional.

Para finalizar, entendo que novidades serão discutidas nos próximos meses, com detalhes que, certamente, proporcionarão novos benefícios para que o Comex nacional se enquadre ao padrão de qualidade e efetividade disseminado ao redor do mundo. O Catálogo de Produtos é um exemplo contundente dessa quebra de paradigma, e abre portas para que as organizações do meio acompanhem essa evolução e aprimorem seus processos, de forma contínua e enriquecedora.

(*) Nathalia Amorim é Especialista em Comércio Exterior na eCOMEX-NSI, com mais de 10 anos de mercado e atuação. Também é Fundadora da plataforma de inovação Comex na Prática.

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