Presente nos Emirados Árabes desde 1990, Tramontina expande atuação nos países da região

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Brasília – A presença da Tramontina no mercado do Oriente Médio é um exemplo de como a operação internacional pode fazer parte da estratégia bem-sucedida das empresas. A partir do plano de manter a maior parte de sua produção no Brasil, onde gera empregos para milhares de empregados em 11 fábricas, a empresa optou por explorar mercados internacionais inicialmente pela exportação a partir de distribuidores locais.

Na prática, quando essa operação crescia, a empresa ampliava sua presença, levando mais produtos e novas linhas. E quando o volume de negócios se tornava ainda mais atrativo, começava a etapa de planejar a operação local.

Foi o resultado deste processo cuidadoso que levou um de seus principais executivos nos Emirados Árabes Unidos, Paulo Feyh, a morar em Dubai no início dos anos 2000. Poucos anos depois, em 2004, a empresa abriu um centro de distribuição em Dubai, onde está presente desde os anos 1990, e, de lá, percebeu sua presença na região crescer a cada ano. No começo, Feyh cuidava não apenas do Oriente Médio, mas também dos países que falam russo, norte da África, além de Índia e Paquistão.

“Estabelecer um centro de distribuição permite à empresa ampliar a linha de produtos oferecidos de acordo com sua própria estratégia, sem depender do que é lucrativo para um distribuidor local”, detalha Feyh. E, com isso, das facas (que fizeram sucesso por se parecerem a cimitarras, a clássica espada da região) ampliou-se a oferta para outros produtos de cozinha, jardinagem, construção civil, ferramentas e, mais recentemente, mobiliário.

Foto: Divulgação/APEX

Inovação

Outra novidade em teste pode ser vista no Pavilhão do Brasil na Expo 2020 Dubai: um carrinho de golfe, desenvolvido em parceria com a Universidade de Caxias do Sul e cedido ao Pavilhão para uso durante o megaevento.

“Há um mercado enorme, os Emirados Árabes Unidos compram uma média de cinco mil carrinhos por ano. Ainda não temos um preço competitivo, mas é uma vertente a ser explorada no futuro”, explica outro executivo, Eduardo Cansan, diretor do centro de distribuição. Essa expansão ajudou ainda a aliviar a unidade de Dubai com a abertura de uma unidade na Letônia, que passou a cuidar do mercado russo.

“A estratégia de expansão envolve identificar novos mercados a partir do centro de distribuição e explorar a demanda com escritórios regionais: os próximos escritórios de venda serão na Arábia Saudita e no Paquistão”, adianta Cansan.  A Arábia Saudita é o maior cliente da região (o país consome mais de 100 mil unidades de um martelo que ganhou internamente o apelido de martelo saudita e mais de 300 mil unidades de pás, tudo isso anualmente).

Foto: Divulgação/APEX

Este crescimento ainda permitiu o início do planejamento de uma unidade na Índia, que faz parte de planos futuros. O centro de distribuição da Tramontina em Dubai tem uma equipe de 45 pessoas, sendo 20 brasileiros, e a expectativa é de duplicar ou triplicar o volume de vendas na região, que já responde por 7% do faturamento anual de exportações da empresa, nos próximos cinco anos.

“A partir do nosso centro de distribuição, conseguimos entregar o produto em um dia aos nossos clientes, ao invés de cerca de 90 dias caso fizéssemos a exportação diretamente do Brasil. Isso ajuda os parceiros de cada mercado a explorarem novas oportunidades e testarem novos produtos”, detalha Cansan. A empresa está tão adaptada ao mercado que desenvolve campanhas especialmente para a região, como a campanha do Ramadan, que é o nono mês do calendário islâmico, no qual a maioria dos muçulmanos pratica o seu jejum.

A Tramontina alcançou tanto destaque no mercado emirati que hoje está presente em um espaço prestigioso de 36 m² no principal shopping de Dubai, o Dubai Mall, e tem uma loja dentro da Galeries Lafayette.

(*) Com  informações da Apex-Brasil

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