Presidente da AEB considera “muito importante e oportuna” visita do ministro do MDIC aos EUA

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Da Redação

Brasília – O presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro considera “muito importante”e também “muito oportuna” a visita  aos Estados Unidos do ministro Armando Monteiro (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), entre os dias 11 e 13 de fevereiro.

Segundo ele, “passamos a ser clientes novos no mercado americano e agora temos que lutar para reconquistar espaços principalmente para a exportação de produtos industrializados para os Estados Unidos”. A viagem a Washington será a primeira do ministro do MDIC após assumir o cargo, no início de janeiro.

José Augusto de Castro ressaltou que “há tempos defendo a ideia de que o Brasil deve esquecer idiologias quando se trata comércio exterior. Os Estados Unidos são o maior cliente do Brasil em matéria de produtos manufaturados. A economia americana é a única entre os países industrializados que cresce fortemente e é preciso  abrir as portas para que as empresas brasileiras voltem a exportar bens de alto valor agregado para o mercado americano”.

Na opinião do presidente da AEB, “a visita é para abrir portas, mostrar que o Brasil existe e que quer ser um importante parceiro para os Estados Unidos. Há muito nos afastamos do mercado americano e perdemos importantes espaços conquistados com grande esforço no passado. Agora precisamos recuperá-los. Nos últimos anos o Brasil não enviou uma única missão aos Estados Unidos com a finalidade comercial, na contramão do que fazem todos os grandes players do comércio internacional”.

A taxa de câmbio favorável deverá contribuir para o aumento das exportações para os Estados Unidos e segundo José Augusto de Castro, “durante a visita do ministro Armando Monteiro deve-se buscar oportunidades para firmar acordos de tecnologia, inovação e acordos comerciais. É preciso falar uma linguagem próxima dos Estados Unidos”.

Em Washington, o ministro Armando Monteiro vai se encontrar com a secretária de Comércio, Penny Pritzker, além de outras autoridades do governo americano. Nesses contatos, ele deverá avançar nos preparativos da visita da presidente Dilma Rousseff aos Estados Unidos, prevista para o mês de setembro.

Ao anunciar a data da missão a Washington, o ministro Armando Monteiro afirmou que “a viagem aos Estados Unidos é um sinal claro de que as relações comerciais entre o país e o Brasil são prioritárias”.

Brasil e Estados Unidos discutem atualmente questões relacionadas à facilitação de comércio e convergência regulatória que poderão, brevemente, representar avanços para o fluxo comercial. Além disso, assuntos relacionados a infraestrutura, energias renováveis e recursos hídricos devem ganhar atenção na agenda temática bilateral.

Maior equilíbrio no comércio bilateral

A busca deum maior equilíbrio no comércio bilateral será um dos temas abordados durante a visita. Depois de atingir a cifra recorde de US$ 11,365 bilhões em 2013, o saldo negativo na balança com os americanos caiu para US$ 7,971 bilhões no ano passado e a expectativa é de que este ano o deficit caia ainda mais e o comércio bilateral chegue mais próximo do ponto de equilíbrio.

Em 2014, as exportações brasileiras para os Estados Unidos tiveram aumento de 9,2%, em relação ao ano anterior, chegando a US$ 27,144 bilhões. Cabe destacar que o mercado americano se tornou o principal destino das vendas de produtos manufaturados no ano passado, com remessas de US$ 15,065 bilhões, superando a Argentina.

Os principais produtos vendidos pelo Brasil aos Estados Unidos foram: óleos brutos de petróleo (US$ 3,407 bilhões), produtos semimanufaturados de ferro e aço (US$ 2,205 bilhões), aviões (US$ 1,930 bilhão), motores e turbinas para aviões e partes (US$ 1,566 bilhão) e café em grão (US$ 1,194 bilhão).

No mesmo período, as importações brasileiras dos Estados Unidos somaram US$ 35,298 bilhões e tiveram redução de 2,7% em comparação ao ano anterior. Com isso, o saldo negativo brasileiro, de US$ 8,153 bilhões, em 2014, diminuiu em relação a 2013 (US$ 11,433 bilhões). Os principais produtos adquiridos pelo Brasil do mercado estadunidense, no ano passado, foram: óleos combustíveis (US$ 3,837 bilhões), motores e turbinas para aviação e partes (US$ 1,949 bilhões), medicamentos (US$ 1,377 bilhão), gás propano liquefeito (US$ 1,078 bilhão) e inseticidas (US$ 946 milhões).

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