Presidente do Banco do Brics aborda novo capítulo da globalização no ENAEX 2022

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Rio de Janeiro – A crise mundial de segurança alimentar está muito mais atrelada ao crescimento populacional do que à guerra na Ucrânia e o país que pode fazer a diferença e reduzir a distância entre a produção e a entrega de alimentos é o Brasil. “Temos uma possibilidade concreta de fazer história no novo capítulo da globalização”, afirmou Marcos Troyjo, presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB na sigla em inglês para o Banco do Brics), agora há pouco, no 41º Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex), que vê uma grande oportunidade nos mercados emergentes.

Para ele, se somarmos o PIB medido pelo poder de paridade de compra do G7 (EUA, Japão, Alemanha, Franca, Reino Unido, Itália e Canadá), esse total resulta em algo aproximadamente de US$ 42 trilhões. Porém, ao somar o PIB das sete maiores economias emergentes do mundo (China, Índia, Rússia, Brasil, Indonésia, México e Turquia, que ele chama de E7), teremos um montante ainda maior, de US$ 53 trilhões. “Ou seja, hoje os sete maiores emergentes têm PIB maior, em termos de paridade de compra, do que o G7”, observa Troyjo.

O presidente do NDB diz que o aumento da inserção do país no comércio internacional não pode se restringir ao agronegócio e nem há motivo para temer uma desglobalização que, segundo o economista e cientista social, passa por profundas transformações. “Não há como fugir ou se esconder da globalização. Ela é um ecossistema potente, que nos envolve, que está ao nosso redor e é uma realidade orgânica, isso significa dizer que tem características que permanecem válidas durante um tempo, mas depois muda. Se reinventa”, atesta.

Troyjo acredita que o Brasil está aproveitando uma frente do novo capítulo da globalização, mas ainda pode melhorar. “O país oscilou desde os anos 80 entre 18% e 25% do PIB. No ano passado, saltou para 39% e tivemos pela primeira vez neste século uma corrente de comércio que, proporcionalmente ao PIB, foi superior à da China. Isso se dá pelo aumento das importações, o que significa que o Brasil está abrindo seu mercado, mas também pelo aumento significativo das exportações”, conclui o executivo.

 41º Enaex

Com o tema Comércio exterior: base para a retomada econômica, o maior evento do segmento do país segue até o fim da sexta-feira (18), com 11 painéis e mais de 50 palestras e workshops, em formato 100% online pelo YouTube da AEB. A oportunidade de concorrer a vagas exclusivas no mercado de trabalho e ao sorteio de bolsas 100% gratuitas de cursos das instituições Aduaneiras e Câmara AEB de Mediação de Conflitos em Comércio Exterior (CAAEB) são algumas das novidades do evento.

(*) Com informações da AEB

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