Relatório do BC derruba de US$ 70 bilhões para US$ 43 bilhões previsão de superávit comercial em 2021

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Da Redação (*)

Brasília – O Banco Central reduziu de US$ 70 bilhões para US$ 43 bilhões a projeção para o superavit da balança comercial brasileira em 2021. Na estimativa do BC, as exportações devem totalizar US$ 282 bilhões e as importações poderão atingir a cifra de US$ 239 bilhões. Os dados constam do Relatório de Inflação do terceiro trimestre, divulgado hoje (30) pelo Banco Central.

A queda substancial no superávit anteriormente projetado se deve, segundo o BC, a um forte aumento nas importações, com o crescimento da atividade econômica registrado no país nos últimos meses.

Segundo o relatório divulgado pelo BC “o aumento de preço de bens intermediários, em parte relacionado aos impactos globais da pandemia, aliado à rápida recuperação nas compras internacionais da indústria brasileira, foi fator determinante para o aumento na projeção das importações”..

O Banco Central destaca ainda que a forte retração do superavit comercial se deve ainda  ao aumento expressivo da importação de combustíveis nos últimos meses, simultaneamente à elevação dos preços internacionais desses produtos. No atual cenário de escassez hídrica, espera-se que essa demanda continue elevada até o fim de 2021, adianta o BC.

Caso a projeção elaborada pelo Banco Central se confirme, o saldo positivo da balança comercial, neste ano, terá piora em relação ao ano passado, quando somou US$ 50,995 bilhões. Até então, o maior superávit foi registrado em 2017 (cerca de US$ 67 bilhões).

Com relação ao ano de 2022, o BC prevê um aumento no superávit comercial, para US$ 60 bilhões (com exportações em US$ 289 bilhões e compras do exterior em US$ 229 bilhões).

Impacto nas contas externas do país

Ao indicar a redução da estimativa para o saldo da balança comercial em 2021, o BC também reviu para baixo suas expectativas em relação às contas externas do País.

No mês de junho,  o BC projetava que as contas externas teriam um superávit de US$ 3 bilhões neste ano. No relatório de inflação divulgado nesta quinta-feira, a instituição passou a projetar um déficit de US$ 21 bilhões.

O resultado em transações correntes, um dos principais sobre o setor externo do país, é formado por balança comercial (comércio de produtos entre o Brasil e outros países), serviços (adquiridos por brasileiros no exterior) e rendas (remessas de juros, lucros e dividendos do Brasil para o exterior).

Para 2022, o BC estimou um déficit na conta de transações correntes de US$ 14 bilhões.

Na percepção do BC, estimativa para ingresso de investimentos diretos no país em 2021 caiu de US$ 60 bilhões para US$ 55 bilhões. Para 2022, o BC projeta entrada de US$ 60 bilhões em investimentos estrangeiros no país.

(*)  Com agências de notícias

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