Sabor das Índias quer exportar pimenta, produtos premium e linha amazônica para os países árabes

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São Paulo – Depois de ter feito três envios de seus produtos aos Emirados Árabes Unidos, a empresa Sabor das Índias definiu os árabes como prioridade no mercado externo. “Com certeza é prioridade neste ano. Ficamos encantados com o mercado árabe, surgiu uma sinergia muito grande. Ainda não fizemos um negócio grande, mas estamos buscando e trabalhando isso”, declarou o CEO da empresa, Gustavo Moreira de Aquino. Na foto, Gustavo (à dir.) e Diogo Moreira de Aquino, CFO da Sabor das Índias.

As exportações já realizadas foram para um distribuidor em Dubai que atende churrascarias brasileiras. Os embarques somaram 250 caixas de pimentas biquinho, mas não tiveram sequência. Interessado no potencial do mercado árabe, Aquino decidiu fazer uma agenda particular no emirado, entre outubro e novembro de 2019, e negociou também com clientes de Abu Dhabi e de Omã.

Para ele, as viagens de prospecção de negócios foram importantes para entender que o mercado árabe é maior do que aquele suprido nos primeiros embarques. “Isso porque aquela exportação atendeu o que chamamos de mercado da saudade, que consiste no público brasileiro que reside lá. E percebemos que tem um mercado muito grande para a linha premium. Vamos explorar o que temos de melhor, de produtos brasileiros”, apontou Aquino.

O brasileiro vê a preferência dos árabes por produtos gourmet e premium, linhas que a marca trabalha em produtos à base de pimenta, como patês, antepastos e chutneys. “Somos especializados nessa linha com embalagens e produtos diferenciados. E temos história, coisa que eles gostam bastante, uma empresa com história e com compromisso”, declarou.

As pimentas utilizadas pela marca vêm de produtores parceiros do distrito de Lajedinho, município de Matias Cardoso, norte de Minas Gerais. “São 400 pessoas que vivem de produzir pimenta. Temos uma bela participação da vida deles lá. Pagamos preço justo, sustentável. Inclusive, este ano vamos montar a primeira fábrica do distrito”, conta o CEO da marca que tem hoje uma fábrica no município de Vinhedo, interior de São Paulo.

Pimenta amazônica

Na próxima semana, a Sabor das Índias estará na Gulfood 2020, a principal feira de alimentos e bebidas do Oriente Médio. Na exposição, a empresa terá um estande no pavilhão da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e contará com 16 produtos em exposição. “Estamos à procura de distribuidor inicialmente, mas estamos indo de cabeça aberta”, disse o CEO.

Para a mostra, além da produção mineira, a Sabor das Índias aposta em outra linha para entrar no Oriente Médio. A linha Amazônia é feita com produtos cultivados por ribeirinhos parceiros da marca e foi criada há sete anos. “Estamos levando uma linha de pimenta da Amazônia, a Murupi, produzida nas margens dos rios Negro e Solimões. É um produto rico em vitamina, e tem apelo social e ambiental bacana. Compramos dos ribeirinhos, e tudo que vendemos dessa linha devolvemos um percentual para a Associação Amigos do Peixe-Boi (Ampa)”, explicou.

O empresário e fundador da empresa traça planos otimistas para a marca, que tem 27 anos no mercado. “Nossa meta de exportação é mais ousada. Se conseguirmos chegar a ela, vamos dar um saldo de 8% a 15% na exportação. Montamos um departamento internacional bem importante este ano na empresa, quisemos investir”, destacou Aquino.

Entre as estratégias da empresa para incluir o mercado árabe neste crescimento está a conquista da certificação halal, em processo atualmente. A marca planeja também ter o site da empresa todo traduzido para a língua árabe em breve.

(*) Com informações da ANBA

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