Sem reformas, Brasil não mudará pauta exportadora para a China, diz empresário de SC

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Da Redação

Brasília –  O Brasil poderá diversificar sua pauta exportadora para a China, mas isso somente deverá acontecer a longo prazo e para que a diversificação se concretize o país precisa investir em toda a cadeia logística, em obras de infraestrutura, afim de eliminar os gargalos, rever a questão de sua matriz energética, fazer as reformas trabalhista e tributária para que os produtos brasileiros sejam competitivos no mercado externo como um todo e em especial no mercado chinês.

Qualidade e potencial o produto brasileiro possui, mas somente quando o governo fizer as reformas e os investimentos necessários é que o Brasil conseguirá exportar produtos de maior valor agregado para a China. A avaliação é de Bruno Palma, sócio da  Trust International Business, uma empresa brasileira especializada em soluções de comércio exterior, que tem sua sede principal localizada na cidade chinesa de Shenzhen e uma sede brasileira na cidade de Itajaí, em Santa Catarina.

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Bruno Palma

Segundo Bruno Palma, “importar da China continua sendo uma tarefa complexa. Entretanto, já foi muito mais difícil, como todo o comércio exterior em si. É bom lembrar que nas décadas passadas as operações de comércio exterior não contavam com a tecnologia da informação em tempo real como existe atualmente. Uma tarefa simples hoje, como por exemplo, checar um pack list ou uma comercial invoice, no passado demoraria alguns dias e agora são operações realizadas em poucos minutos. Dispondo de toda essa comunicação, minimizamos a margem de erro na origem, o que resulta em um processo final de desembaraço aduaneiro mais tranquilo para o cliente e sem penalidades aduaneiras. Nosso maior objetivo é fazer com que nossos clientes sintam que podem contar com um departamento de comércio exterior exclusivo seu na China, operando 24 horas por dia para auxiliá-lo em suas operações de importação e exportação”.

O empresário ressalta que “atuando no mercado chinês, nosso papel é inserir o cliente no processo de importação que vai desde o pedido, fabricação e até a entrega em nossa warehouse e dessa forma ele se sente informado e seguro de que o seu pedido está sendo  produzido da forma adequada, de modo a atender às exigências do mercado. Outro ponto de extrema importância para simplificar o processo e que é também um diferencial oferecido pela nossa empresa, está no desembaraço aduaneiro realizado na China, sob a coordenação do meu sócio na Trust, Jair Silva Júnior, que mora na China desde 2009 e conhece os trâmites burocráticos chineses e também de nossa aduana e assim tudo é realizado de forma otimizada e condizente com as exigências da Receita Federal”.

Na opinião do executivo, esse profundo conhecimento do mercado e legislação chineses é um importante diferencial: “Isso evita uma série de transtornos na chegada da mercadoria ao Brasil. Além de  todos esses pontos, existem as barreiras culturais entre Oriente e Ocidente, fuso horário, diferentes visões de gestão de negócios, problemas que procuramos solucionar com nossa equipe que  também conta com profissionais chineses de modo a fazer com que a tarefa de importar da China seja menos completa e mais exitosa”.

Após destacar a expertise da empresa no apoio aos clientes brasileiros interessados em importar produtos chineses, o  sócio e diretor da Trust revela que a empresa também está plenamente capacitada para apoiar as empresas brasileiras que buscam exportar seus produtos para o gigante asiático: “o mercado chinês é de uma grandeza quase imensurável. Foi um mercado fechado durante muitos anos mas agora o momento é outro e é comum encontrar produtos de marcas menores e não apenas os produtos das gigantes do mercado. O consumidor chinês tem grande interesse em consumir produtos do Ocidente e o que a Trust tem feito é identificar os nichos de mercado onde os produtos brasileiros possam se destacar e iniciar as negociações. Fazemos isso através da participação em feiras especializadas e por meio de pesquisas de mercado, entre outras iniciativas”.

Apesar de toda a experiência acumulada pela empresa em relação ao mercado chinês, suas demandas e peculiaridades, Bruno Palma lembra que “o que o empresário brasileiro deve entender é que vender para a China não é uma tarefa fácil, pois exige uma série de adaptações na linha de produtos, que vão desde o aumento da capacidade produtiva até a embalagem do produto. Porém, ao conquistar o consumidor chinês, o fornecedor brasileiro estará dando um salto gigantesco em suas vendas, além de estar introduzindo e consolidando a sua marca no maior mercado consumidor do planeta”.

Em sua análise, o dirigente da Trust afirma que mesmo as pequenas e médias empresas brasileiras também podem conquistar seus espaços no mercado chinês: “existem nichos importantes nesse mercado que podem ser explorados por essas empresas.  Para isso acontecer, seus produtos precisam ter algo que os diferenciem daqueles que já existem nas prateleiras dos mercados chineses. Nós da Trust temos conhecimento, por exemplo, de que o mercado de alimentos chinês, sempre em franca expansão, está buscando produtos mais saudáveis. Temos trabalhado com algumas empresas brasileiras nesse sentido e o resultado é bastante positivo”.

Antes de concluir, ele adverte: “para vender seus produtos no mercado chinês, o empresário brasileiro deve saber é que é preciso um investimento inicial para que o consumidor local conheça sua marca e seja motivado a consumí-la. É preciso investir em catálogos, amostras e em pesquisas de mercado”.

E ao finalizar destaca que “vender alimentos para a China é, com certeza, um grande negócio e quem se ajustar e se qualificar adequadamente ao mercado asiático sairá na frente, desbravando o mercado e consolidando a sua marca”.

Para saber mais sobre a Trust acesse: www.mtrust.com.br

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